Bolsa de Buenos Aires aponta colheita do milho em 67,2% e mantém produção da Argentina em 49 milhões de toneladas

Publicado em 21/07/2022 17:13

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires (BCBA) divulgou seu informe semanal trazendo novas perspectivas para a safra de milho argentina 2021/22. Os dados levantados pelos técnicos da BCBA apontam que 67,2% das lavouras do país já foram colhidas e mantêm a projeção de produção em 49 milhões de toneladas, depois de reduzir das 51 estimadas inicialmente.         

“As boas condições climáticas registradas nas últimas semanas impulsionam a colheita de milho destinado ao grão comercial em todo o país. Os produtores concentram seu trabalho em lotes que foram plantados durante os meses de dezembro e janeiro”, diz o relatório.        

Apesar de um grande avanço de 9,1 pontos percentuais na semana, os trabalhos seguem 5 pontos percentuais atrasados com relação ao mesmo período da safra passada. “Enquanto a umidade dos grãos em parte dos campos de milho continua caindo, as colheitadeiras estão fazendo um progresso muito bom. Até o momento, mais de 4.700.000 hectares foram colhidos em todo o país, enquanto as perdas de área chegam a 220.000 hectares. Os atrasos são maiores no sul da área agrícola”.   

A publicação ainda aponta que a média de produtividade nacional até o momento está em 117,33 sacas por hectare. “Em termos gerais, as produtividades permanecem próximas dos valores registrados durante grande parte da safra, com os melhores rendimentos localizados nas províncias de Córdoba e Santiago del Estero”.  

Olhando para as condições de cultivo, o relatório aponta que 15% das lavouras estão com avaliações boas ou excelentes, 58% como médias e 27% ruins. De acordo com as condições hídricas, 46% das lavouras são consideradas ótimas ou adequadas e 54% como regulares ou secas.   

No relatório da semana anterior, esses índices eram de 16% das lavouras boas ou excelentes, 58% médias e 26% ruins. Além de 48% das lavouras consideradas ótimas ou adequadas em relação às condições hídricas e 52% como regulares ou secas. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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