Monitoramento da cigarrinha-do-milho alerta: incidência do inseto segue em alta no estado

Publicado em 17/02/2025 14:10 e atualizado em 17/02/2025 15:13
Na última semana não foi detectada a presença do espiroplasma de enfezamento-pálido nem o vírus do mosaico estriado, mas sim da bactéria do enfezamento vermelho

A média estadual da incidência da cigarrinha-do-milho tem aumentado semanalmente no Estado de Santa Catarina. “Como o produtor está iniciando o segundo plantio, a cigarrinha costuma migrar de plantios antigos, que já estão sendo colhidos, para as plantas novas, concentrando as populações nas áreas de safrinha e aumentando a proliferação do inseto”, alerta Maria Cristina Canale Rappussi da Silva, pesquisadora da Epagri responsável pelo monitoramento.

Embora a ausência ou a baixa detecção do inseto com o espiroplasma seja observada, o fitoplasma tem surgido com mais frequência nas lavouras do Estado. Por isso, o produtor que planeja o milho safrinha deve estar atento ao manejo inicial da lavoura para impedir que insetos infectados migrem de plantios mais velhos e transmitam os patógenos nas fases iniciais do milho de segunda safra. “Percebemos que, se realizado o manejo, há inclusive uma diminuição de insetos infectados”, comenta a pesquisadora.

Ela salienta a importância de que todos os produtores de uma região realizem o controle químico da lavoura recém-semeada até V8 – V10, pois esses estágios são críticos em caso de transmissão. “Os sintomas dos enfezamentos são silenciosos e só serão observados e quantificados durante a fase de desenvolvimento da lavoura”, diz Maria Cristina.

A pesquisadora destaca ainda que os produtores devem ficar atentos aos boletins produzidos pelo programa Monitora Milho SC. “É necessário observar a mudança de cores de cada local. Cada cor significa uma faixa de incidência diferente. Vemos que vários locais estão em vermelho, ou até mesmo em preto. Isso significa que existem lugares com mais de 31 cigarrinhas encontradas por semana. Outros apontam que mais de 120 cigarrinhas foram detectadas nas armadilhas”.

O ataque de cigarrinhas infectadas com os patógenos dos enfezamentos pode comprometer substancialmente a produção de lavouras de milho. Para acompanhar a situação, foi criado no começo de 2021 o programa Monitora Milho SC. É uma iniciativa do Comitê de Ação contra Cigarrinha-do-milho e Patógenos Associados, composto pela Epagri, Udesc, Cidasc, Ocesc, Fetaesc, Faesc, CropLife Brasil e Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária. 

Fonte: Governo - SC

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