Chuvas nos EUA e seca na China trazem novo suporte para o milho e Chicago fecha 4ªfeira com ganhos

Publicado em 04/06/2025 16:11 e atualizado em 04/06/2025 16:42
B3 acompanha movimentações, mas mercado segue travado no Brasil

A quarta-feira (04) chega ao final com os preços futuros do milho contabilizando mais um dia de valorizações na Bolsa Brasileira (B3). 

De acordo com a análise da Agrinvest, as altas da soja e do milho em Chicago abacaram trazendo sustentação para os preços do cereal também na B3. 

Apesar dessa valorização, os preços seguem pressionados e os negócios no país permanecem lentos. A Analista de Mercado da AgRural, Alaide Ziemmer, destaca que, desde abril há um movimento dos compradores tirando o pé do mercado e aguardando a chegada da segunda safra, agora estimada em 102 milhões de toneladas pela consultoria, o que mantém a retração nas cotações. 

O Presidente do Sindicato Rural de Francisco Beltrão/PR, Albano Poposki, e a Consultora e Produtora Rural em Maracaju/MS, Isadora Rodrigues, apontaram que, nas duas regiões, os produtores também estão se posicionando fora do mercado neste momento de preços mais baixos. 

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Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira

O vencimento julho/25 foi cotado à R$ 64,08 com valorização de 1,25 pontos, o setembro/25 valeu R$ 65,45 com alta de 1%, o novembro/25 foi negociado por R$ 68,68 com elevação de 0,56% e o janeiro/26 teve valor de R$ 72,14 com ganho de 0,40%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve mais movimentações negativas neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorização apenas em Machado/MG. Já as desvalorizações apareceram nas praças de Castro/PR, Sorriso/MT, Jataí/GO, Rio Verde/GO, São Gabriel do Oeste/MS, Luís Eduardo Magalhães/BA e Cândido Mota/SP. 

Mercado Externo 

Na Bolsa de Chicago (CBOT), os preços internacionais do milho futuro finalizaram o pregão desta quarta-feira com movimentações positivas sendo contabilizadas. 

O clima positivo para o desenvolvimento das lavouras dos Estados Unidos e da China, e a alta da soja foram os fatores de suporte.   

Os analistas da Agrinvest destacam que mais chuvas estão previstas nos próximos dias para o Sul e Leste do Cinturão do milho dos Estados Unidos, o que pode acentuar os atrasos no plantio e até mesmo redução de área de milho.  

“Há previsões de chuvas intensas no Sul e Leste do Cinturão, especialmente em Oklahoma, Missouri, Illinois, Indiana e Ohio”, aponta a consultoria. 

Outro fator é a seca na China, que pode impactar a produção de milho e trigo. “Na China o cenário é o oposto, com persistência da seca nas regiões de Shandong e Henan, que respondem por um terço da produção”. 

O vencimento julho/25 foi cotado à US$ 4,38 com alta de 0,25 pontos, o setembro/25 valeu US$ 4,28 com elevação de 4,50 pontos, o dezembro/25 foi negociado por US$ 4,43 com valorização de 5,25 pontos e o março/25 teve valor de US$ 4,59 com ganho de 5,00 pontos. 

Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última terça-feira (03), de 0,06% para o julho/25, de 1,06% para o setembro/25, de 1,20% para o dezembro/25 e de 1,10% para o março/25. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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