Com safra recorde dos EUA no radar, milho tem novas baixas em Chicago nesta 3ª feira

Publicado em 19/08/2025 07:44
Números do Pro Farmer trazem altas produtividades em Ohio e Dakota do Sul

A manhã é negativa para os preços do milho na Bolsa de Chicago nesta terça-feira (19). As cotações perdiam, por volta de 7h25 (horário de Brasília), mais de três pontos nos principais contratos, com o setembro valendo US$ 3,79 e o dezembro, US$ 4,03 por bushel. 

O mercado segue pressionado por seus fundamentos. Apesar do fôlego e dos ajustes dos últimos dias, a robusta e recorde nova safra dos Estados Unidos pesa sobre as cotações, inclusive com o Pro Farmer Crop Tour acontecendo nesta semana e confirmando as grandes produtividades de milho e soja nos principais estados produtores dos EUA. 

Tanto em Ohio, quanto na Dakota do Sul, os dois primeiros a serem visitados, a média produtiva para o cereal calculada pelos especialistas fica acima do registrado no mesmo período do ano passado. No caso da Dakota do Sul, o número é até mesmo maior do que o esperado pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos). 

As estimativas nacionais serão reportadas ao final da semana. 

As baixas no milho acompanham também as perdas registradas no trigo, bem como sentem também a pressão do cenário geopolítico, em especial às questões ligadas ao conflito Rússia x Ucrânia. 

Veja como fechou o mercado nesta segunda-feira:

Por: Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Milho: Mercado no Brasil tem semana de firmeza nos últimos dias, mas ainda pode sentir pressão no 1º semestre
Milho: Mercado brasileiro deverá trazer melhores oportunidades de comercialização no 2º semestre
Milho sobe na B3 mais uma vez nesta 5ª feira, acompanhando Chicago e o dólar
Milho Paulista: Valor da Produção Agropecuária cresce 26% em 2025
Futuros do milho acompanham a soja e registram elevações em Chicago nesta quinta-feira
Brasil avança no mercado global de DDG/DDGS e registra 879 mil toneladas exportadas em 2025