Com influência dos riscos geopolíticos, futuros do milho sobem mais de 1% em Chicago
A segunda-feira (5) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo a análise da Agrivnest, os futuros de grãos subiram hoje de olho nos riscos geopolíticos e na inflação.
“O tema 2026 vai ser inflação e desdolarização. Mais estímulos, cortes de juros e busca por ativos como defesa da perda de valor de moedas fortes”, afirmam os analistas da consultoria.
A Agrinvest destaca ainda que, para o Brasil esse cenário é binário. “Se o acordo comercial China-EUA se mantiver é ruim para os prêmios da soja. Se as tensões geopolíticas escalarem será positivo para os prêmios da soja e para a demanda por milho”.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,44 com valorização de 7 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,52 com alta de 6,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,58 com elevação de 6,25 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,52 com ganho de 5,50 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última sexta-feira (2), de 1,60% para o março/26, de 1,46% para o maio/26, de 1,38% para o julho/26 e de 1,23% para o setembro/26.
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho tiveram um pregão de movimentações em campo misto nesta segunda-feira.
De acordo com a Agrinvest, diante do cenário de incertezas geopolíticas, os futuros dos grãos e moedas operaram com alta volatilidade neste início de semana.
“Na B3, o milho tem alta moderada equilibrando-se entre um dólar mais fraco e a CBOT em alta”, explicam os analistas.
Já no mercado físico, “a expectativa era de que os compradores aparecessem para ajustar estoques, mas médios e grandes players seguem tranquilos e relatam interesse em retomar as negociações a partir da segunda quinzena”, acrescenta a consultoria.
Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira
O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 69,60 com queda de 0,50%, o março/26 valeu R$ 74,15 com alta de 0,07%, o maio/26 foi negociado por R$ 73,38 com ganho de 0,20% e o julho/26 teve valor de R$ 70,79 com elevação de 0,65%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve alguns reveses neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Castro/PR, Campinas/SP e Porto de Santos/SP.