Chicago volta a sentir a pressão do USDA e milho fecha 5ªfeira com perdas
A quinta-feira (15) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro registrando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
A análise da Agrinvest aponta que os futuros de milho recuaram moderadamente, apesar de a alta da soja trazer alguma sustentação ao mercado.
“O mercado continua digerindo os dados de aumento na oferta de milho dos Estados Unidos e nos estoques finais maiores para o trigo em nível global. Diferente do que era esperado pelo mercado, o USDA trouxe aumento de área colhida e produtividade, refletindo em fundamentos bastante negativos para o milho”, apontam os analistas da consultoria.
Ao longo do dia, as cotações até chegaram a trabalhar no campo positivo se apoiando em novas compras técnicas em mais dados positivos de demanda pelo milho norte-americano. O USDA relatou algumas vendas privadas de exportação de 500.302 toneladas de milho para destinos desconhecidos, e 260.000 toneladas destinadas ao Japão.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,20 com queda de 1,75 ponto, o maio/26 valeu US$ 4,27 com desvalorização de 2 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,34 com baixa de 2 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,33 com perda de 1,25 ponto.
Esses índices representaram baixas, com relação ao fechamento da última quarta-feira (14), de 0,41% para o março/26, de 0,47% para o maio/26, de 0,46% para o julho/26 e de 0,29% para o setembro/26.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho também finalizaram as movimentações desta quinta-feira registrando perdas para as principais cotações.
De acordo com a análise da Safras & Mercado, o mercado brasileiro de milho teve que enfrentar uma quinta-feira de fraqueza nas cotações domésticas.
“Os investidores observam uma maior pressão de oferta do grão, e um impasse em relação a preços com os consumidores faz com que as negociações não evoluam de maneira contundente”, destacam os analistas.
A consultoria ainda ressalta que o mercado brasileiro de milho voltou a registrar preços fracos, de estáveis a mais baixos, na última quarta-feira.
“O mercado apresenta mais pressões, com a colheita no Rio Grande do Sul, e com a oferta de safra velha em São Paulo. As exportações mostram-se enfraquecidas com as baixas na Bolsa de Chicago, especialmente”, pontua o consultor de Safras & Mercado, Paulo Molinari.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
O vencimento janeiro/26 foi cotado a R$ 68,47 com queda de 0,33%, o março/26 valeu R$ 71,26 com perda de 0,71%, o maio/26 foi negociado por R$ 70,35 com baixa de 0,68% e o julho/26 teve valor de R$ 68,88 com desvalorização de 0,78%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho se movimentou pouco neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização somente em Sorriso/MT e percebeu valorização apenas em Tangará da Serra/MT e Campo Novo do Parecis/MT.