Com grande oferta disponível no mercado, cotações do milho na B3 fecham em queda nesta quinta-feira
A quinta-feira (22) chega ao final com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo o analista de mercado da Brandalizze Consulting, Vlamir Brandalizze, após cair muito nos últimos dias, as cotações de Chicago tentam se segurar em patamares mais elevados com o março/26 acima de US$ 4,20 e julho/26 em US$ 4,27.
“O mercado está começando a subir pela escada em Chicago”, afirma Brandalizze.
O site internacional Farm Futures, credita ainda papel de sustentação dessas altas em uma rodada de compras corretivas que aconteceram impulsionadas pelas altas do trigo e do complexo da soja.
Os dados de produção de etanol nos Estados Unidos também ajudaram a trazer fatores positivos nesta quinta-feira. As exportações do biocombustível registraram um aumento de 99.000 barris por dia em relação à semana anterior, aproximando-se do recorde de 218.000 barris por dia, enquanto o processamento de etanol pelas refinarias norte-americanas também aumentou, em 11.000 barris por dia, totalizando 852.000 barris por dia.
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,24 com elevação de 2,25 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,32 com valorização de 2,50 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,38 com ganho de 2,25 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,37 com alta de 1,75 pontos.
Esses índices representaram elevações, com relação ao fechamento da última quarta-feira (21), de 0,53% para o março/26, de 0,58% para o maio/26, de 0,52% para o julho/26 e de 0,40% para o setembro/26.
Mercado Interno
Já os preços futuros do milho na Bolsa Brasileira (B3) finalizaram as atividades desta quinta-feira registrando movimentações negativas.
De acordo com Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, a B3 está pressionada pelas cotações dos portos, que há alguns dias pagavam R$ 70,00 e hoje trabalham na faixa dos R$ 66,00, e da grande oferta que ainda está disponível no mercado.
“A B3 perdeu todas as posições para baixo dos R$ 70,00 porque temos oferta, temos mais ou menos 23 milhões de toneladas da safrinha e da safra de verão passada (2024/25) na mão do produtor e já tem 2 milhões colhidas da primeira safra 25/26. Então tem 25 milhões de toneladas de milho que estão sendo negociadas e vendidas”, explica Brandalizze.
“O produtor está preferindo vender milho e segura soja. Tem comerciantes e cooperativas entregando milho na mão do consumidor de ração e etanol a fixar para fechar na frente, então automaticamente não temos pressão do comprador”, acrescenta o analista.
Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 69,25 com desvalorização de 0,72%, o maio/26 valeu R$ 68,75 com baixa de 0,58%, o julho/26 teve valor de R$ 67,68 com perda de 0,68% e o setembro/26 teve valor de R$ 67,72 com queda de 0,27%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também recuou neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Palma Sola/SC e Machado/MG.