Com uma semana de antecedência, Brasil já exportou mais milho em janeiro/26 do que jan/25
O terceiro reporte de exportações divulgado em 2026 pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), aponta que o Brasil já exportou 3.744.602,3 toneladas de milho não moído (exceto milho doce) até aqui em janeiro. Este volume já representa 4,1% a mais do que as 3.594.034,4 toneladas embarcadas em todo janeiro de 2025.
A média diária exportada nesses primeiros 16 dias úteis do mês foi de 234.0,37,6 toneladas, representando crescimento de 43,3% frente as 163.365,2 toneladas por dia útil registradas no ano passado.
Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, destaca que o desempenho das exportações brasileiras nesta temporada ficara acima do esperado pelo mercado.
“Uma boa parte do mercado esperava uma exportação de 36 milhões de toneladas e a gente deve terminar agora com alguma coisa ao redor de 41 a 42 milhões. As exportações acabaram correndo bem e isso ajudou nos preços. A gente vinha trabalhando até ultimamente com 40 milhões de toneladas, vamos encerrar com 42 milhões de toneladas. Isso ajudou a diminuir um pouco estoques, senão poderia ter poderia ser pior”, avalia.
Já para a próxima temporada, que começa em fevereiro, a necessidade de embarques será ainda maior, conforme analista Rafael.
“Teremos que buscar uma exportação ao redor de 45 a 47 milhões de toneladas ou até 45 a 50 milhões, mas isso é mercado que nós vamos ter que buscar. A gente não pode esquecer que Estados Unidos tem muito estoque, então nós vamos ter que brigar por esse mercado. Nós temos que brigar para ter uma exportação forte novamente para ter esse excedente de produção que nós temos no Brasil saindo e trazendo esses estoques para níveis um pouco mais baixos”, afirma.
Uma preocupação neste momento fica por conta do Irã, que foi o maior importador do milho brasileiro em 2025 e agora vive um momento complicado e com conflitos trazendo apreensão ao mercado internacional.
“Lembro também que nós temos uma questão de Irã. O Irã foi um grande importador esse ano, quase beirou 10 milhões de toneladas. Então eu imagino que a gente possa perder 3 milhões de toneladas em relação ao que nós tivemos o ano passado, mas a o olhar do mercado é que a gente precisa encontrar um mercado entre 45 e 50 milhões toneladas para reduzir esses estoques excedentes que nós vamos ter no Brasil”, diz o analista.
No faturamento, o Brasil arrecadou US$ 835,969 milhões no acumulado do mês, contra US$ 789,863 milhões em todo o mês de janeiro de 2025. A média diária de receita cresceu 45,5%, saindo de US$ 35,902 milhões para US$ 52,248 milhões por dia útil.