Milho cede mais de 1% na B3 nesta 3ª feira com pressão do dólar e das baixas em Chicago

Publicado em 10/03/2026 16:02
Mercado de olho no USDA e no plantio da safrinha no Brasil

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Os preços do milho encerraram a sessão desta terça-feira (10) com leve pressão na Bolsa de Chicago. As cotações fecharam o dia recuando entre 1 e 1,50 ponto, o que levou o maio a US$ 4,53 e o setembro a US$ 4,66 por bushel. Após um dia de volatilidade moderada, os futuros do cereal sentiram o impacto leve do novo boletim do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos), mas ainda de olho na geopolítica, nos conflitos no Oriente Médio e na queda forte do petróleo que pesou sobre, praticamente, todas as commodities. 

O mercado foi influenciado principalmente pelos novos números divulgados no relatório mensal de oferta do departamento norte-americano, o qual manteve praticamente inalteradas as projeções. Os estoques finais norte-americanos foram mantidos em 54,03 milhões de toneladas, enquanto os globais subiram de 288,98 para 292,75 milhões, acima da média esperada pelo mercado de 289,19 milhões.

A elevação da disponibilidade mundial reforçou a percepção de um cenário de oferta ainda confortável, limitando tentativas de recuperação das cotações em Chicago.

O mercado do milho foi influenciado também pela queda acentuada do trigo, que passou por um movimento mais intenso de realização de lucros em Chicago nesta terça-feira. O trigo foi uma das commodities agrícolas com maior intensidade nas altas promovidas pela guerra, que puxou forte o petróleo. Assim, o caminho contrário mais evidente também é traçado pelo grão. 

QUEDAS ACENTUADAS NA B3

No Brasil, os contratos futuros do milho também encerraram o pregão em queda na B3. O mercado foi pressionado não apenas pelo desempenho mais fraco observado em Chicago, mas também pelo movimento de desvalorização do dólar frente ao real, que tende a reduzir a competitividade das exportações brasileiras. 

Nesta terça, a moeda norte-americana voltou ao patamar dos R$ 5,15, com perdas que passavam dos 0,2%. Assim, as perdas do milho variaram de 0,2% a 1,09%, levando o maio a R$ 75,00 e o setembro a R$ 70,98 por saca. 

Ao lado da pressão do dólar e das baixas de Chicago, o mercado segue acompanhando o avanço do plantio da segunda safra de milho no país. Com os trabalhos de campo evoluindo em importantes estados produtores, aumenta a expectativa em torno do potencial produtivo da nova temporada, o que também contribuiu para a postura mais cautelosa nas negociações ao longo do dia.

O que preocupa, todavia, é o abastecimento de diesel em algumas regiões importantes de produção, como Goiás, por exemplo. 

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Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

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