Seguindo a soja e de olho na China, milho recua em Chicago nesta segunda-feira

Publicado em 09/02/2026 13:53
B3 opera próxima da estabilidade com poucos negócios sendo registrados

Os preços internacionais do milho futuro registravam movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT) ao longo desta segunda-feira (9), com recuos registrados por volta das 13h41 (horário de Brasília).

O vencimento março/26 era cotado a US$ 4,27 com queda de 2,50 pontos, o maio/26 valia US$ 4,36 com desvalorização de 2,50 pontos, o julho/26 era negociado por US$ 4,42 com perda de 2,50 pontos e o setembro/26 tinha valor de US$ 4,42 com baixa de 1,50 ponto.

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os futuros de grãos caíram, enquanto os investidores focam em uma safra brasileira desproporcional e na falta de compras pela China.

"O USDA espera produção de 178 milhões de toneladas de soja no ano comercial 2025/2026 para o Brasil. Se isso acontecer, esse seria o maior número já registrado. Também pesa nos preços da noite para o dia a falta de compras pela China", pontua Tony Dreibus, analista da Successful Farming.

Mercado Interno

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho operavam muito próximos da estabilidade nessa segunda-feira. As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 67,69 e R$ 69,10 por volta das 13h56 (horário de Brasília).

O vencimento março/26 era cotado a R$ 68,97 com queda de 0,01%, o maio/26 valia R$ 69,10 com baixa de 0,03%, o julho/26 era negociado por R$ 67,99 com alta de 0,06% e o setembro/26 tinha valor de R$ 67,69 com perda de 0,16%.

De acordo com a análise da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho segue com movimentação bastante lentas nos negócios, especialmente em Goiás e Minas Gerais. Segundo analistas de Safras & Mercado, o foco dos produtores no momento está nos trabalhos de colheita da safra de verão.

"O viés permanece baixista às cotações, uma vez que os produtores seguem ampliando um pouco mais as ofertas de milho, com os compradores tentando reduzir as cotações para avançar nas aquisições. Assim o mercado segue de lado em termos de grandes negócios até o momento", apontam os analistas.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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