B3 realiza lucros nesta sexta-feira, mas acumula valorização semanal para o milho
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A sexta-feira (6) chega ao fim com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT).
Segundo Vlamir Brandalizze, analista de mercado da Brandalizze Consulting, a CBOT realizou lucros no milho, mas se mantém em patamares importantes de suporte.
“A boa notícia é que continua segurando bem, US$ 4,30 de suporte no maio, beliscando perto de US$ 4,50 no julho e na faixa de US$ 4,80 no julho/27. O ambiente do milho segue com os fundamentos próprios, mas típico de sexta-feira, que é dia de fazer caixa”, afirma.
Segundo a análise da SAFRAS & Mercado, essa foi uma semana mais positiva aos preços do milho, em meio aos sinais de melhor demanda para o cereal norte-americano. As preocupações em torno do clima seco na Argentina prosseguem, o que também favoreceu uma sustentação maior das cotações.
Já para a próxima semana, as atenções estarão voltadas ao relatório de oferta e demanda de fevereiro do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado na terça-feira (10).
O vencimento março/26 foi cotado a US$ 4,30 com desvalorização de 4,75 pontos, o maio/26 valeu US$ 4,38 com perda de 4,25 pontos, o julho/26 foi negociado por US$ 4,45 com baixa de 4 pontos e o setembro/26 teve valor de US$ 4,43 com queda de 3,50 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (5), de 1,09% para o março/26, de 0,96% para o maio/26, de 0,89% para o julho/26 e de 0,78% para o setembro/26.
No acumulado semanal, os vencimentos do cereal norte-americano registraram elevações de 0,47% para o março/26, de 0,69% para o maio/26, de 0,74% para o julho/26 e de 0,51% para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (30).
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Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), a sexta-feira também foi de movimentações negativas para os preços futuros do milho.
Brandalizze destaca que as movimentações desta sexta-feira foram de realização de lucros na B3, após as valorizações registradas pela semana.
“Na semana passada estava R$ 67, R$ 68 em todas as posições, nessa semana, até ontem fechou acima de R$ 70 o março e maio, então está realizando lucros com Chicago em queda e o dólar recuando ante ao real. Dólar em queda acaba limitando nos portos”, diz o analista.
De acordo com Roberto Carlos Rafael, da Germinar Corretora, as elevações da semana aconteceram diante de produtores mais focados nos trabalhos e na comercialização da soja, e deixando de ofertar novos volumes de milho no mercado.
Para os analistas da SAFRAS & Mercado, o mercado brasileiro de milho registrou mais uma semana de movimentação bastante lenta nos negócios, especialmente em Goiás e Minas Gerais.
“O foco dos produtores no momento está nos trabalhos de colheita da safra de verão. O viés permanece baixista às cotações, uma vez que os produtores seguem ampliando um pouco mais as ofertas de milho, com os compradores tentando reduzir as cotações para avançar nas aquisições. Assim o mercado segue de lado em termos de grandes negócios até o momento”, diz a consultoria.
Na visão de Roberto Carlos Rafael, os preços do milho no Brasil deverão permanecer mais lateralizado enquanto o mercado acompanha o andamento da colheita da soja, o plantio da segunda safra e o clima para o início do desenvolvimento das lavouras.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento março/26 foi cotado a R$ 68,98 com desvalorização de 1,60%, o maio/26 valeu R$ 69,12 com perda de 1,43%, o julho/26 foi negociado por R$ 67,95 com queda de 0,64% e o setembro/26 teve valor de R$ 67,80 com baixa de 0,28%.
No acumulado semanal, os contratos do cereal brasileiro registraram elevações de 0,47% para o maio/26, de 1,12% para o julho/26 e de 0,30% para o setembro/26, além de queda de 0,26% para o março/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (30).
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No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho permaneceu praticamente inalterado, com o levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas encontrando valorização somente em Sorriso/MT.
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