Alta do dólar limita ganhos, mas milho sobe em Chicago seguindo o petróleo nesta segunda-feira

Publicado em 02/03/2026 10:29
Mercado acompanha de perto conflito no Oriente Médio

A segunda-feira (02) começa com os preços internacionais do milho futuro operando no campo misto da Bolsa de Chicago (CBOT), mas com a maior parte das posições subindo por volta das 10h14 (horário de Brasília). 

O vencimento março/26 era cotado a US$ 4,37 com queda de 1,25 ponto, o maio/26 valia US$ 4,49 com alta de 1,25 ponto, o julho/26 era negociado por US$ 4,58 com elevação de 2,25 pontos e o setembro/26 tinha valor de US$ 4,58 com ganho de 2,50 pontos. 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, os preços do milho subiram influenciados pela alta de quase 8% das cotações do petróleo após o Irã e Israel intensificarem os ataques em todo o Oriente Médio, na sequência do assassinato do Líder Supremo Ali Khamenei. 

“Os fundamentos do mercado de grãos estão em segundo plano por enquanto, enquanto os investidores monitoram a escalada do conflito no Oriente Médio”, destaca Bruce Blythe, analista da Farm Futures. 

Por outro lado, a alta registrada pelo dólar durante a sessão noturna atuou para limitar os ganhos do cereal. 

“O dólar subiu quase 0,7%, com os investidores buscando a moeda americana como um ativo de refúgio após os ataques dos EUA e de Israel ao Irã no fim de semana. Uma moeda americana mais forte torna os bens cotados em dólares, como os produtos agrícolas, menos atraentes para os compradores estrangeiros, podendo reduzir a demanda”, afirma Tony Driebus, analista da Successful Farming.

Mercado Interno

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho operavam no campo positivo pela manhã. As principais cotações flutuavam na faixa entre R$ 69,58 e R$ 72,48 por volta das 10h35 (horário de Brasília).

O vencimento março/26 era cotado a R$ 72,48 com alta de 0,26%, o maio/26 valia R$ 72,11 com elevação de 0,54%, o julho/26 era negociado por R$ 69,66 com valorização de 0,80% e o setembro/26 tinha valor de R$ 69,58 com ganho de 0,78%.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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