Milho: B3 volta a subir nesta 5ª feira com clima preocupando para safrinha
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O mercado do milho fechou a quinta-feira (7) no vermelho mais uma vez, porém, com Chicago amenizando as perdas em relação ao movimento mais intenso do início do dia e a B3 encontrando espaço para altas. A retomada do petróleo com a possibilidade de novos desalinhos entre Estados Unidos e Irã se refletiu entre as commodities agrícolas, que reduziram a intensidade das baixas.
Assim, na Bolsa de Chicago, o pregão terminou com perdas de 0,50 a 1 ponto nos principais vencimentos, levando o julho a US$ 4,67 e o dezembro a US$ 4,89 por bushel.
Além da pressão da cena externa, o mercado também sente a pressão do rápido avanço da semeadura 2026/27 e das condições de clima que favorecem a nova safra norte-americana neste momento. As previsões continuam indicando, ao menos por enquanto, um cenário ainda favorável, ao desenvolvimento das lavouras.
Ainda assim, o monitoramento constante permanece no radar do traders, já que este é um dos momentos mais importantes do clima para o milho dos EUA, que tem mais de 35% da área destinada ao cereal já plantada.
A pressão vinda também do trigo voltou a pressionar o milho, bem como a da soja. Além disso, as vendas semanais para exportação reportadas nesta quinta pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) vieram dentro das expectativas.
DIA MISTO NA B3
Na B3, o dia foi misto para os preços do milho, que encontraram espaço para um recuperação diante das perdas mais amenas em Chicago, da alta leve do dólar e, principalmente do clima preocupando para a safrinha do Brasil. Assim, apenas o maio fechou em queda, recuando 0,63% e os demais contratos subindo entre 0,07% e 0,2, levando o julho a R$ 67,50 e o setembro a R$ 69,49 por saca.
Os mapas voltaram a sinalizar chuvas irregulares para Goiás e Minas Gerais nos modelos atualizados, segundo informa a Agrinvest Commodities, e há ainda preocupações com a ocorrência de geadas no sul do Brasil nos próximos dias.
"Caso o frio atinja áreas de milho safrinha no Paraná, o movimento vai trazer suporte aos preços na B3. No físico, Goiás deve produzir menos de 10 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno segue crescendo com o avanço do etanol de milho", afirmam os analistas da consultoria.
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