Milho fecha 4ª feira com quase 2% de alta em Chicago, B3 acompanha
O mercado do milho na Bolsa de Chicago terminou o dia com altas de quase 2% a sessão desta quarta-feira (11), acompanhando o desempenho do complexo soja, do trigo e refletindo, principalmente,os novos ganhos registrados pelo petróleo. Brent e WTI chegaram a subir mais de 6% ao longo do dia, mas vamos encerrando os negócios com altas de pouco mais de 5%.
Assim, o milho termina o dia com US$ 4,60 no maio e US$ 4,72 por bushel no julho.
O avanço do petróleo, que voltou a ganhar força diante das preocupações com a oferta global de energia, tem contribuído para elevar o chamado “prêmio de risco” entre os grãos, além das demais commodities agrícolas, e acaba sustentando também as cotações do cereal.
O Irã hoje alertou ao mercado sobre a possibilidade do barril chegar aos US$ 200,00 diante da continuidade da guerra e do comprometimento do fluxo logístico na região. Nesta quarta, o óleo de soja terminou o dia com quase 3% de avanço.
NA B3
Na B3, os preços também subiram e terminaram o pregão com altas de 0,3% a 0,8% nos contratos mais negociados. O maio finalizou os negócios com R$ 75,82 e o julho com R$ 71,69 por saca.
O mercado refletiu o cenário de boas altas em Chicago e acomapanhou o avanço, ao mesmo tempo em que foi beneficiado pelo dólar em alta frente ao real.
Entre os principais fatores monitorados estão o clima para o plantio da segunda safra e a janela ideal para os trabalhos de campo, que já se perdeu em algumas regiões importantes. E as previsões continuam indicando muitas chuvas, em volumes consideráveis e intensos para os próximos dias no Centro-Sul do Brasil.
Além das condições climáticas, o mercado brasileiro também acompanha de perto a situação dos combustíveis. Produtores relatam aumento expressivo nos custos com diesel e dificuldades de abastecimento em algumas regiões agrícolas, justamente em um momento de intensa atividade no campo, com a colheita da soja e o plantio do milho safrinha ocorrendo simultaneamente. O Brasil importa cerca de 30% do diesel que consome, o que torna o setor agrícola particularmente sensível às oscilações do petróleo no mercado internacional.
E embora a escalada dos preços do diesel esteja diretamente ligada ao avanço do petróleo no cenário global, entidades do agronegócio brasileiro explicam que somente a recente movimentaçao seria insuficiente para promover altas - consideradas abusivas e injustificáveis - de até quase R$ 4,00 por litro em alguns locais. A CNA (Confederação Nacional da Agricultura e Brasília) solicitou, inclusive, a retirada temporária dos tributos sobre o combustível ao Ministério da Fazenda e o Confaz.