Milho sobe em Chicago nesta 2ª, com correções técnicas e leve atenção ao clima no Corn Belt
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O mercado de milho abriu a semana mostrando dinâmicas bem diferentes entre o cenário internacional e o mercado interno brasileiro, ainda assim, fechou os pregão de ambas as bolsas em campo positivo nesta segunda-feira (15). Os ganhos, todavia, foram tímidos, variando de 1 a 2,75 pontos, levando o julho a US$ 4,15 e o setembro a US$ 4,22 por bushel.
Na Bolsa de Chicago (CBOT), o grão registrou uma alta técnica importante, recuperando-se de mínimas recentes e acompanhando seus mercados vizinhos. Além disso, as especulações no mercado norte-americano de que condições de tempo um pouco mais seco no Meio-Oeste americano poderiam vir a preocupar os produtores dos EUA também deram suporte às cotações do cereal.
O movimento foi classificado por analistas e consultores como uma cobertura de posições, após os últimos dias terem registrado vendas significativas, que pesaram agressivamente sobre as cotações. Ainda nesta segunda, como noticiou a Agrinvest Commodities, os futuros do cereal chegaram a registrar seus menores patamares em 10 meses.
Para alguns especialistas internacionais, as previsões de chuvas adicionais para o Centro-Sul do Brasil na segunda quinzena de junho também ajudaram a sustentar as cotações em Chicago, uma vez que o excesso de umidade nesta fase da safrinha pode prejudicar e desacelerar os trabalhos de colheita por aqui.
NA B3, MERCADO ACOMPANHA OS GANHOS
Na B3, os preços do milho também chegaram a testar o lado negativo da tabel, porém, conseguiram se recuperar e fecharam em campo positivo. As altas entre as posições mais negociadas foram de 0,1% a 0,5%, com o julho encerrando o dia com R$ 64,35 e o setembro com R$ 66,93 por saca. Os vencimentos mais alongados permanecem acima dos R$ 70,00, com indicações de que o mercado tende a buscar uma retomada no segundo semestre deste ano e começo do próximo.
O avanço das colheitadeiras nas principais regiões produtoras, porém, limita o movimento positivo das cotações na B3, que hoje encontraram suporte nas leves altas do dólar e de Chicago. Com mais milho disponível no mercado físico, os compradores adotam uma postura mais defensiva e seguram as cotações, reduzindo a liquidez no mercado brasileiro.
No entanto, "players também estão de olho em Goiás e alguns já comentam a possibilidade de o estado precisar buscar milho em regiões vizinhas diante da quebra da safra", afirma a Agrinvest Commmodities. Além disso, as previsões sinalizam chuvas mais frequentes em algumas regiões, o que poderia exigir mais atenção para os trbalhos de campo em determinadas áreas.
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