Exportação dos EUA e alta do petróleo sustentam ganhos de 1% para o milho de Chicago nesta quinta-feira

Publicado em 19/03/2026 16:43
B3 fica estável, mas preços seguem firmes no físico brasileiro

A quinta-feira (19) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo informações do site internacional Farm Futures, uma onda de compras técnicas em meio a uma sessão um tanto instável na quinta-feira levou a ganhos de cerca de 1% a 1,25% para as cotações do cereal. 

“Mais uma rodada sólida de dados de vendas para exportação do USDA na manhã de quinta-feira serviu como um lembrete de que as vendas para 2025/26 aumentaram 30% em relação ao ano anterior até o momento. Isso, juntamente com a alta dos preços do petróleo, foi suficiente para desencadear outra rodada de compras técnicas na quinta-feira, levando a ganhos de mais de 1% para o milho”, explica Ben Potter, analsita do Farm Futures. 

As exportações de milho registraram 46,1 milhões de bushels em vendas da safra antiga, além de outros 472 mil bushels em vendas da nova safra na semana passada. O total de vendas ficou próximo ao limite inferior das estimativas dos analistas, que variavam entre 23,6 milhões e 70,9 milhões de bushels. As vendas acumuladas para o ano comercial de 2025/26 ainda estão 30% acima do ritmo do ano passado, após atingirem 1,711 bilhão de bushels.  

O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,69 com valorização de 6,50 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,80 com ganho de 5,50 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,82 com elevação de 5 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,94 com alta de 4,75 pontos. 

Esses índices representaram valorizações, com relação ao fechamento da última quarta-feira (18), de 1,40% para o maio/26, de 1,16% para o julho/26, de 1,05% para o setembro/26 e de 0,97% para o dezembro/26. 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho operaram próximos da estabilidade, fechando o pregão de hoje levemente negativos. 

De acordo com a análise da Agrinvest, os futuros do milho operaram lateralmente na B3, mas os preços seguem firmes no físico, com boa parte das regiões sinalizando um mercado travado e cauteloso. 

“Em São Paulo, vendedores ofertam produto, mas evitam assumir frete diante da incerteza logística e do combustível. A alta do diesel e o desabastecimento aumentam o risco para compradores”, avaliam os analistas da consultoria. 

“Os preços seguem firmes, com negócios pontuais e forte diferença entre varejo e atacado. A logística voltada à soja nos portos também limita a oferta de milho e sustenta o mercado”, acrescenta a Agrinvest. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quinta-feira 

O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 72,01 com desvalorização de 0,68%, o julho/26 valeu R$ 70,59 com baixa de 0,30%, o setembro/26 foi negociado por R$ 71,30 com queda de 0,11% e o janeiro/27 teve valor de R$ 74,76 com perda de 0,64%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho subiu neste penúltimo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Palma Sola/SC e Sorriso/MT.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Exportação dos EUA e alta do petróleo sustentam ganhos de 1% para o milho de Chicago nesta quinta-feira
Milho segue o petróleo e registra valorizações em Chicago nesta quinta-feira
Apoiado pelo petróleo, milho de Chicago se valoriza 2% nesta quarta-feira
Futuros do milho operam no campo positivo de Chicago nesta quarta-feira
Preços do milho fecham a terça-feira com leves quedas na B3 e mercado travado no Brasil
Cotações do milho oscilam próximas da estabilidade em Chicago nesta terça-feira