Milho se apoia na alta do dólar e fecha sexta-feira com leves ganhos na B3
A sexta-feira (20) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações negativas na Bolsa de Chicago (CBOT), acumulando também perdas ao longo da semana.
Segundo a análise da Agrinvest, o cenário de aversão ao risco acabou puxando os grãos da CBOT para baixo nesta última sessão da semana.
“O farelo liderou as perdas reagindo aos desdobramentos entre China e Brasil, com menor risco de interrupção no fluxo, o que reduz a chance de redirecionamento da demanda para os EUA”, afirmam os analistas.
Outro componente que influenciou nas perdas de hoje foi o trigo, que recuou diante da desvalorização do rublo, que deixa as exportações da Rússia mais competitivas, conforme acrescentou a consultoria.
O vencimento maio/26 foi cotado a US$ 4,66 com desvalorização de 4,25 pontos, o julho/26 valeu US$ 4,76 com perda de 4 pontos, o setembro/26 foi negociado por US$ 4,78 com baixa de 4 pontos e o dezembro/26 teve valor de US$ 4,90 com queda de 3,75 pontos.
Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (19), de 0,90% para o maio/26, de 0,83% para o julho/26, de 0,83% para o setembro/26 e de 0,76% para o dezembro/26.
No acumulado semanal os contratos do cereal norte-americana registraram baixas de 0,37% para o maio/26, de 0,47% para o julho/26, de 0,26% para o setembro/26 e de 0,15% para o dezembro/25, na comparação com o fechamento da última sexta-feira (13).
Mercado Interno
De acordo com a análise da Agrinvest, o milho da B3 encontrou suporte na alta do dólar nesta sexta-feira, mas ainda fechou a semana com leves recuos.
“Já no físico, o ritmo de negócios está mais lento. Compradores tentam reduzir bids em dias mais calmos, ainda atentos ao petróleo e aos gargalos no diesel e frete. Há sinais de restrição logística com filas para abastecimento em algumas regiões”, avalia a consultoria.
“Do lado vendedor, não há urgência, mas produtores com necessidade de caixa começam a negociar”, acrescentam os analistas da Agrinvest.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento maio/26 foi cotado a R$ 71,99 com queda de 0,03%, o julho/26 valeu R$ 70,94 com alta de 0,50%, o setembro/26 foi negociado por R$ 71,40 com elevação de 0,14% e o janeiro/27 teve valor de R$ 75,04 com ganho de 0,37%.
No acumulado semanal os contratos do cereal brasileiro registraram perdas de 4,38% para o maio/26, de 0,74% para o julho/26, de 0,75% para o setembro/26 e de 0,74% para o janeiro/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (13).
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho subiu neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Pato Branco/PR, Jataí/GO e Rio Verde/GO, e encontrou desvalorização somente em Sorriso/MT.