Milho cai 2% em Chicago nesta 4ª feira, liderando baixas das commodities agrícolas
A quarta-feira (20) foi mais um dia de queda generalizada para as commodities agrícolas e o milho negociado na Bolsa de Chicago liderou as perdas no pregão de hoje, recuando cerca de 2%. Os mercados acompanharam as perdas fortes do petróleo, de mais de 6%, ainda por influência das notícias vindas do Oriente Médio.
Segundo informações das agências internacionais de notícias, o mercado cedeu e intensificou as perdas no petróleo depois das declarações do presidente americano Donald Trump de que a guerra com o Irã "irá terminar rapidamente". No entanto, o estreito de Ormuz permanece fechado, ao mesmo tempo em que um oficial de alto escalão do Paquistão deverá visitar o Irã para alinhar uma versão final do acordo.
Assim, a volatilidade, mais uma vez, tomou conta dos negócios. Os futuros do milho terminaram o dia com perdas de 8 a 9,50 pontos nos principais contratos, levando o julho a US$ 4,65 e o dezembro a US$ 4,89 por bushel.
"A pressão foi forte nos cereais. Produtos energéticos como o milho e o trigo sofrem impacto direto em função do comportamento do petróleo", informou a Agrinvest Commodities. Além disso, dados reportados nesta quarta-feira ainda apontaram um aumento dos estoques de etanol nos EUA e também pressionaram as cotações na CBOT.
NA B3, LATERALIDADE
Já na B3, os preços terminaram o dia com estabilidade, mas os vencimentos mais alongados conseguindo registrar algumas altas.
"A curva na B3 segue em carry, indicando vencimentos mais longos valendo acima dos curtos, refletindo expectativas de quebra na safrinha com menor estoque de passagem e redução da próxima safra de verão. Mas, o mercado ainda segue cauteloso para precificar a safrinha", traz a Agrinvest.
Assim, o julho terminou o dia com 0,4% de queda, enquanto o setembro fechou o dia subindo 0,03% e cotado a R$ 69,82 e o janeiro/27, com R$ 74,75 e ganho de 0,4%.
Os analistas afirmam ainda que o movimento tende a se manter até que o real tamanho da safrinha, que ainda inspira muita dúvida e muita incerteza, fique mais evidente, que a quebra se mostre com mais clareza e aí sim o mercado se reposicione para refletir este quadro nos futuros do cereal.
Ainda nesta quarta-feira, o dólar voltou a cair e também foi mais um fator limitante para o milho negociado no mercado futuro brasileiro.