Milho fecha 6ªfeira em alta após USDA reduzir estimativa de estoques da safra 26/27 e acumula ganhos semanais
A sexta-feira (10) termina com os preços internacionais do milho futuro contabilizando movimentações positivas na Bolsa de Chicago (CBOT) e acumulando altas também no fechamento semanal.
Segundo a análise da Agrinvest, a alta para os cereais da CBOT veio após a divulgação dos números do novo relatório de Oferta e Demanda do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos).
A safra 2026/27 teve exportações elevadas em 1,27 milhões de toneladas, ficando agora estimadas em 81,28 milhões. Já os estoques finais recuaram de 49,78 para 45,46 milhões de toneladas. A produção ficou estável, com leve alta de 0,13 milhões, atingindo 406,42 milhões de toneladas.
O vencimento julho/26 foi cotado a US$ 4,38 com valorização de 10,25 pontos, o setembro/26 valeu US$ 4,39 com ganho de 8 pontos, o dezembro/26 foi negociado por US$ 4,61 com alta de 9 pontos e o março/27 teve valor de US$ 4,75 com elevação de 8,50 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última quinta-feira (9), de 2,40% para o julho/26, de 1,85% para o setembro/26, de 1,99% para o dezembro/26 e de 1,82% para o março/27.
No acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram valorizações de 3,06% para o julho/26, de 3,90% para o setembro/26, de 4,42% para o dezembro/26 e de 4,27% para o março/27, com relação ao fechamento da última quinta-feira (2).
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho terminaram o pregão desta sexta-feira com leves recuos nos primeiros vencimentos, mas ainda assim acumulando valorizações ao longo da semana.
De acordo com os analistas da Agrinvest, o cereal brasileiro recebeu suporte positivo da curva internacional, porém sentiu pressão vinda do recuo do dólar frente ao real nesta sexta-feira.
“No mercado físico, a semana não teve tantas movimentações. Os picos ficaram concentrados no início da semana”, relata a consultoria.
O analista de mercado da Germinar Corretora, Roberto Carlos Rafael, destaca que as condições climáticas melhoraram nos últimos dias e a colheita da segunda safra brasileira deve ganhar mais ritmo nos próximos dias. Diante disso, as cotações podem sentir mais pressão nas daqui para frente.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento julho/26 foi cotado a R$ 64,72 com queda de 0,05%, o setembro/26 valeu R$ 67,25 com perda de 0,30%, o janeiro/27 foi negociado por R$ 73,60 com baixa de 0,04% e o março/27 teve valor de R$ 75,40 com alta de 0,11%.
No acumulado semanal os contratos do cereal brasileiro registraram elevações de 0,50% para o julho/26, de 0,37% para o setembro/26, de 0,38% para o janeiro/27 e de 0,43% para o março/27, com relação ao fechamento da última sexta-feira (3).
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho teve uma sexta-feira de valorizações. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou altas nas praças de Nonoai/RS, Tangará da Serra/MT e Campo Novo do Parecis/MT.