Milho: Chicago começa setembro renovando máxima de três anos depois de registrar o melhor agosto desde 1973 para o dezembro/26
A terça-feira (1) termina com os preços internacionais do milho futuro ganhando força ao longo do pregão e encerrando as atividades na Bolsa de Chicago (CBOT) acumulando novas valorizações.
Segundo análise da Agrinvest, o milho da CBOT foi negociado nas máximas dos últimos três anos, sustentado pelos dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre a safra dos EUA e acompanhando a forte alta do trigo.
“O cereal encontra suporte nas preocupações com a oferta e no cenário externo. Enquanto isso, o trigo também atinge máximas de três anos e meio após Moscou rejeitar uma moratória de ataques e intensificar os bombardeios contra estruturas portuárias ucranianas”, dizem os analistas.
O movimento abre setembro estendendo os fortes ganhos acumulados ao longo de agosto. O contrato dezembro/26, por exemplo, avançou 15,9% no mês e teve o melhor desempenho para agosto desde 1973, conforme apontou a analista chefe de mercado da Zaner Ag Hedge, Karen Braun.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 5,21 com alta de 6,50 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 5,46 com ganho de 8,25 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 5,60 com elevação de 8 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 5,66 com valorização de 8,25 pontos.
Esses índices representaram ganhos, com relação ao fechamento da última segunda-feira (31), de 1,26% para o setembro/26, de 1,53% para o dezembro/26, de 1,45% para o março/27 e de 1,48% para o maio/27.
Mercado Interno
Na Bolsa Brasileira (B3) os preços futuros do milho também finalizaram o pregão desta terça-feira registrando flutuações positivas.
Os analistas da Agrinvest destacaram que a B3 acompanhou as movimentações de Chicago, com toda a curva do milho trabalhando no campo positivo neste primeiro dia do mês, em um momento em que a colheita da segunda safra se aproxima do encerramento.
No mercado físico, a consultoria também observou movimentos de reação, apesar de a valorização do dólar não ter contribuído para melhorar a conta final. “Os níveis de preços permanecem próximos aos observados na semana passada, com negociações ainda pontuais e sem maior aceleração do mercado”.
Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira
O vencimento setembro/26 valeu R$ 72,24 com valorização de 1,67%, o janeiro/27 valia R$ 81,85 com alta de 1,17%, o março/27 foi negociado por R$ 83,95 com elevação de 1,14% e o maio/27 teve valor de R$ 82,04 com ganho de 1,01%.
No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho também subiu neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Rio do Sul/SC, Jataí/GO, RIo Verde/GO, Itapetininga/SP, Campinas/SP, Porto Paranaguá/PR e Porto de Santos/SP.