Em realização de lucros, milho recua na CBOT e mercado passa a mirar o próximo relatório do USDA

Publicado em 02/09/2026 16:53
B3 fecha em campo misto, enquanto físico brasileiro segue lento

A quarta-feira (2) termina com leves movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo informações do site internacional Successful Farming, os preços dos grãos sofreram pressão vendedora já desde a abertura do mercado na noite passada, depois que vários contratos atingiram máximas superiores às registradas na terça-feira.  

“Os investidores estão apreensivos com a possibilidade de uma correção nos preços, já que os indicadores de momentum estão em níveis de sobrecompra acentuados. Somando-se a isso a expectativa de que os fundos de investimento mantenham posições compradas próximas a recordes no início da semana, é provável que vejamos alguma realização de lucros”, explicou Bob Linneman, corretor de commodities da Kluis Commodity Advisors. 

Agora o mercado começa a aguardar também o próximo grande direcionador de movimentações que deverá ser o relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que será divulgado no dia 11 de setembro. 

“Os compradores estão em um ponto nos gráficos que exige notícias otimistas quase diariamente para manter a alta”, destaca Linneman. 

O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 5,18 com desvalorização de 2,75 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 5,43 com perda de 2,50 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 5,58 com queda de 2 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 5,65 com baixa de 1,50 ponto. 

Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última terça-feira (1), de 0,53% para o setembro/26, de 0,46% para o dezembro/26, de 0,36% para o março/27 e de 0,26% para o maio/27. 

Mercado Interno 

Já na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho operaram durante todo o dia em campo misto e com flutuações limitadas, dentro de uma faixa mais lateralizada. 

De acordo com a análise da Agrinvest, os contratos mais curtos encontraram algum suporte nos fatores positivos que ainda permanecem no cenário internacional, enquanto as demais posições registraram quedas. 

Para o mercado físico, os analistas da consultoria explicam que as ofertas seguem reduzidas e os negócios ocorrem de forma pontual. “O produtor permanece à espera de uma reação do dólar para avaliar novas oportunidades de comercialização”. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta quarta-feira 

 O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 72,59 com alta de 0,47%, o janeiro/27 valeu R$ 81,98 com elevação de 0,16%, o março/27 foi negociado por R$ 83,95 com ganho de 0,07% e o maio/27 teve valor de R$ 82,12 com perda de 0,28%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho subiu neste meio de semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações nas praças de Tangará da Serra/MT, Campo Novo do Parecis/MT, Sorriso/MT, Porto de Paranaguá/PR e Porto de Santos/SP. 

Fonte: Notícias Agrícolas

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