Milho recua em Chicago nesta sexta-feira, mas CBOT e B3 encerram a semana com ganhos
A sexta-feira (4) terminou com movimentações negativas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT), mas os contratos ainda encerraram com leves ganhos a semana que marcou a passagem de agosto para setembro.
Segundo a análise da Agrinvest, as quedas de hoje acompanharam diretamente o recuo registrado pelo trigo, diante da redução das tensões e da expectativa de um possível acordo entre Rússia e Ucrânia, o que diminuiu o prêmio de risco e pressionou os dois cereais na CBOT.
“As perdas do milho, porém, encontram suporte no clima quente persistente em importantes regiões produtoras do Centro-Oeste dos Estados Unidos”, acrescentam os analistas da consultoria.
O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 5,12 com baixa de 3,25 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 5,36 com desvalorização de 4 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 5,52 com queda de 3,75 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 5,59 com perda de 3,50 pontos.
Esses índices representaram quedas, com relação ao fechamento da última quinta-feira (3), de 0,63% para o setembro/26, de 0,74% para o dezembro/26, de 0,67% para o março/27 e de 0,62% para o maio/27.
Já no acumulado semanal, os contratos do cereal norte-americano registraram leves ganhos de 0,05% para o dezembro/26, de 0,18% para o março/27 e de 0,49% para o maio/27, além de estabilidade para o setembro/26, com relação ao fechamento da última sexta-feira (28).
Mercado Interno
Já na Bolsa Brasileira (B3), os preços futuros do milho finalizaram o pregão desta sexta-feira com movimentações pequenas e muito próximas da estabilidade, mas também acumularam valorizações semanais para as principais posições da curva.
“O clima quente persistente e as crescentes preocupações em relação aos possíveis impactos de um Super El Niño seguem dando suporte às cotações”, destaca Agrinvest.
Para o mercado físico, a consultoria aponta que a semana foi marcada por ofertas pontuais e menor volume de negócios, enquanto o produtor segue na expectativa de preços mais elevados.
Para além das movimentações do dia, Luiz Fernando Gutierrez, coordenador de inteligência de mercado da HeadPoint, destaca que o mercado brasileiro segue encontrando suporte em uma demanda doméstica aquecida, especialmente por parte das usinas de etanol e indústrias que buscam cobertura de milho até o final do ano.
Segundo Gutierrez, a melhora dos preços nas últimas semanas também fez o produtor voltar a aparecer um pouco mais no mercado, principalmente para negociar o milho disponível da segunda safra de 2026. As vendas da safra de 2027, por outro lado, seguem lentas, diante de preços menos atrativos e das incertezas sobre a janela de plantio da próxima safrinha.
O analista também chama atenção para os riscos nas exportações. Apesar de o Brasil entrar no período de maior intensidade dos embarques, Gutierrez avalia que a demanda externa ainda pode frustrar expectativas, especialmente diante das incertezas envolvendo o Irã e da maior competitividade da Argentina no mercado internacional.
Confira como ficaram todas as cotações nesta sexta-feira
O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 71,80 com queda de 0,07%, o janeiro/27 valeu R$ 81,10 com perda de 0,37%, o março/27 foi negociado por R$ 83,16 com desvalorização de 0,28% e o maio/27 teve valor de R$ 81,40 com alta de 0,02%.
No acumulado semanal, os preços do cereal brasileiro registraram ganhos de 0,49% para o setembro/26, de 0,12% para o janeiro/27, de 0,18% para o março/27 e de 0,48% para o maio/27.
No mercado físico o preço da saca de milho se movimentou pouco neste último dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações apenas em Machado/MG e Sorriso/MT.