Em dia de correções, milho recua em Chicago nesta terça-feira, mas cenário segue com fatores de sustentação

Publicado em 08/09/2026 16:46
B3 acompanha e também cai, mas mercado físico conta com apoio da demanda doméstica

A terça-feira (8) termina com leves perdas sendo registradas para os preços internacionais do milho futuro na Bolsa de Chicago (CBOT).  

Segundo a análise da Agrinvest, os futuros do milho operaram no negativo no pregão de hoje, registrando correções após o rally forte das últimas semanas. As cotações do cereal na Euronext também tiveram quedas nesta terça-feira. 

Apesar desse movimento, o cenário segue com viés altista para o milho internacional. Os analistas da Agrinvest destacam que as inspeções de exportação divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) somaram 1,66 milhão de toneladas, acima das 1,5 milhão da semana anterior, marcando um bom início para a nova temporada. 

O mercado também aguarda o relatório de acompanhamento das lavouras que será divulgado pelo USDA ainda nesta terça-feira, com expectativa de redução nos índices de qualidade das lavouras norte-americanas. 

O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 5,11 com queda de 1 ponto, o dezembro/26 valeu US$ 5,33 com perda de 3,25 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 5,49 com baixa de 3,25 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 5,56 com queda de 3,25 pontos. 

Esses índices representaram perdas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (4), de 0,20% para o setembro/26, de 0,61% para o dezembro/26, de 0,59% para o março/27 e de 0,58% para o maio/27. 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), a terça-feira também foi de queda para os preços futuros do milho, que acompanharam o mercado internacional e o câmbio, com o dólar se desvalorizando ante o real durante o pregão. 

“Praticamente toda a curva trabalha no vermelho, com maior pressão em alguns vencimentos, sobretudo dezembro”, avalia a Agrinvest. 

Já no mercado físico, os analistas relatam que o milho segue firme no interior, principalmente em praças de Goiás e Mato Grosso. 

“A alta recente da CBOT ajudou a melhorar o replacement e deu espaço para o exportador alongar coberturas, mas a queda dos prêmios FOB ainda limita a conta. A demanda doméstica também segue no radar. A melhora da margem do etanol, principalmente em GO e MT, ajuda a sustentar o interesse das usinas e mantém suporte para o físico, memos com a B3 corrigindo no dia”. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira 

O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 71,19 com baixa de 0,74%, o janeiro/27 valeu R$ 80,29 com perda de 1%, o março/27 foi negociado por R$ 82,30 com desvalorização de 1,02% e o maio/27 teve valor de R$ 80,80 com baixa de 0,74%. 

No mercado físico brasileiro o preço da saca de milho oscilou entre ganhos e perdas neste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorização em Sorriso/MT, Campinas/SP e Porto de Santos/SP, enquanto encontrou valorizações em Castro/PR, Jataí/GO e Rio Verde/GO. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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