Exportações de milho mantêm reação em setembro, mas ritmo ainda fica 17% abaixo de 2025

Publicado em 14/09/2026 15:36
Média diária dos embarques melhora frente à primeira semana e segue bem acima do ritmo registrado em agosto

As exportações brasileiras de milho mantiveram alguma recuperação na segunda semana de setembro, mas o ritmo dos embarques ainda permanece abaixo do registrado no mesmo mês do ano passado, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Nos oito primeiros dias úteis de setembro, o Brasil exportou 2,29 milhões de toneladas de milho, com média diária de 286,2 mil toneladas. O resultado é 16,7% inferior às 343,8 mil toneladas por dia registradas em setembro de 2025.

A diferença negativa, porém, voltou a diminuir. Na primeira semana do mês, a média diária estava 18,1% abaixo do ano passado, em 281,6 mil toneladas. Considerando apenas os quatro novos dias contabilizados, os embarques ficaram próximos de 291 mil toneladas por dia.

O desempenho também continua superior ao ritmo observado em agosto, quando a média diária terminou em aproximadamente 221,7 mil toneladas e ficou 32% abaixo do mesmo mês de 2025.

A recuperação ainda é gradual e mantém a atenção sobre o programa brasileiro de exportações para o restante do ano. Em entrevista recente ao Notícias Agrícolas, Luiz Fernando Gutierrez, coordenador de inteligência de mercado da HeadPoint, destacou que uma continuidade dos embarques abaixo do esperado poderia levar a revisões nas projeções anuais.

A HeadPoint trabalha atualmente com exportações brasileiras próximas de 41 milhões de toneladas de milho no ano.

Nos preços, a tonelada exportada teve média de US$ 229,54 neste início de setembro, 15,7% acima do valor registrado no mesmo mês de 2025. O preço mais elevado ajudou a limitar a perda na receita, cuja média diária ficou 3,7% abaixo da registrada há um ano.

Com isso, setembro segue mostrando reação após o fechamento mais fraco de agosto, embora os embarques ainda precisem ganhar velocidade para se aproximar do ritmo do ano passado.

Fonte: Notícias Agrícolas

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