Milho sobe em Chicago nesta segunda-feira com suporte do USDA, mas devolve parte dos ganhos com alívio geopolítico

Publicado em 14/09/2026 16:44
Relatório segue dando sustentação à CBOT, enquanto B3 fecha mista e mercado físico brasileiro inicia a semana com poucos negócios

A segunda-feira (14) termina com os preços internacionais do milho futuro registrando leves avanços na maior parte da curva da Bolsa de Chicago (CBOT). 

Segundo a análise da Agrinvest, o suporte vem do relatório de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que na última sexta-feira cortou a produção norte-americana do cereal em 5,4 milhões de toneladas.  

"O milho chegou a subir perto de 1% ainda sustentado pelo WASDE", destacam os analistas. 

Porém, após o presidente dos EUA, Donald Trump, falar em uma possível suspensão dos ataques à infraestrutura energética entre Rússia e Ucrânia, houve pressão sobre o mercado do trigo, com reflexos também sobre o milho, que devolveu parte das altas e ficou mais próximo da estabilidade, conforme análise da consultoria. 

O vencimento setembro/26 foi cotado a US$ 5,12 com alta de 1,75 pontos, o dezembro/26 valeu US$ 5,33 com valorização de 3 pontos, o março/27 foi negociado por US$ 5,48 com elevação de 2,50 pontos e o maio/27 teve valor de US$ 5,55 com ganho de 2,25 pontos. 

Esses índices representaram altas, com relação ao fechamento da última sexta-feira (11), de 0,34% para o setembro/26, de 0,57% para o dezembro/26, de 0,46% para o março/27 e de 0,41% para o maio/27. 

Mercado Interno 

Na Bolsa Brasileira (B3), a segunda-feira terminou com flutuações em campo misto para os preços futuros do milho.  

De acordo com os analistas da Agrinvest, a sustentação do mercado brasileiro veio do suporte ainda presente no cenário internacional, com Chicago reagindo aos últimos dados de produtividade divulgados pelo USDA e à valorização do petróleo. 

Já no mercado físico, a semana começa mais lenta, “com negócios pontuais e vendedores aguardando a finalização do plantio da soja para definir o ritmo de comercialização”, diz a consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta segunda-feira 

O vencimento setembro/26 foi cotado a R$ 69,89 com queda de 0,04%, o janeiro/27 valeu R$ 80,38 com ganho de 0,35%, o março/27 foi negociado por R$ 82,39 com baixa de 0,13% e o maio/27 teve valor de R$ 81,10 com perda de 0,22%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho teve poucas alterações neste primeiro dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou valorizações em Sorriso/MT e Porto de Santos/SP, além de perda em Campinas/SP.

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

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