Com um olho no dólar e outro no plantio, B3 fecha a terça-feira com estabilidade para os futuros do milho

Publicado em 29/09/2026 15:46 e atualizado em 29/09/2026 16:43
Chicago também trabalhou de lado aguardando USDA de amanhã

A terça-feira (29) termina com os preços internacionais do milho futuro praticamente nas mesmas posições em que iniciaram o pregão na Bolsa de Chicago (CBOT). Ao longo do dia, as principais cotações do cereal norte-americano oscilaram entre ganhos e perdas, mas acabou encerrando as atividades andando de lado. 

Logo pela manhã, o milho operava com altas sustentadas por uma colheita mais lenta do que o esperado nos Estados Unidos. Além, disso, as previsões de chuva no Meio-Oeste dos sugerem que os agricultures vão ter pouco avanço no restante dessa semana. 

Por outro lado, no início da tarde a pressão aumentou e os recuos apareceram diante dos resultados decepcionantes da cúpula Trump-Xi da semana passada. "O encontro do presidente Donald Trump com o presidente chinês Xi Jinping não resultou em nenhum anúncio de grandes acordos para a compra de produtos agrícolas americanos. Não houve qualquer menção ao acordo, divulgado pela Casa Branca na primavera passada, para a China comprar mais US$ 17 bilhões em produtos agrícolas americanos", aponta Bruce Blythe, analista do Farm Futures.   

O mercado também está em compasso de espera pelo relatório trimestral de estoques de grãos do USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) que será divulgado nesta quarta-feira (30), e que pode incluir revisões nas estimativas de área plantada, produção e rendimento para a safra de 2025. 

O vencimento dezembro/26 foi cotado a US$ 5,22 com desvalorização de 1 ponto, o março/27 valeu US$ 5,36 com perda de 0,50 ponto, o maio/27 foi negociado por US$ 5,43 com baixa de 0,50 ponto e o julho/27 teve valor de US$ 5,45 com queda de 1 ponto. 

Esses índices representaram perdas, em relação ao fechamento da última segunda-feira (28), de 0,19% para o dezembro/26, de 0,09% para o março/27, de 0,09% para o maio/27 e de 0,18% para o julho/27. 

Mercado Interno 

Os preços futuros do milho também finalizaram o pregão desta terça-feira com poucas alterações registradas na Bolsa Brasileira (B3).    

A análise da Agrinvest destacou que os futuros do cereal trabalharam sem direção definida na B3 com o dólar mais forte ante ao real dando suporte por um lado, mas com o avanço rápido do plantio da primeira safra aumentando a segurança sobre a janela e limitando movimentos maiores de alta. 

Em seu relatório semanal de acompanhamento de safras, a Conab mostrou 29,1% da área de milho verão já semeada e uma projeção de produção de 32,1 milhões de toneladas, alta de 8,9% sobre a temporada anterior. 

"Pelo segundo ano consecutivo, a tendência é de forte crescimento para a produção de milho verão no Brasil", relatam os analistas da consultoria. 

Confira como ficaram todas as cotações nesta terça-feira 

O vencimento janeiro/27 foi cotado a R$ 78,82 com alta de 0,33%, o março/27 valeu R$ 81,27 com ganho de 0,31%, o maio/27 foi negociado por R$ 79,20 com elevação de 0,03% e o julho/27 teve valor de R$ 79,20 com queda de 0,14%. 

No mercado físico brasileiro, o preço da saca de milho registrou perdas ao longo deste segundo dia da semana. O levantamento realizado pela equipe do Notícias Agrícolas identificou desvalorizações nas praças de Ubiratã/PR, Marechal Cândido Rondon/PR, Sorriso/MT, Brasília/DF e Eldorado/MS. Já as altas apareceram somente em Tangará da Serra/MT e Campo Novo do Parecis/MT. 

Por: Guilherme Dorigatti
Fonte: Notícias Agrícolas

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Poucas movimentações para os futuros do milho da B3 nesta terça-feira
Demanda sustenta o milho, mas Chicago se movimenta pouco esperando o USDA da semana que vem
Milho fecha 6ªfeira estável na B3, mas acumula perdas de até 1,7% na semana
Milho fecha sexta-feira com ganhos em Chicago, mas se desvaloriza quase 5% ao longo da semana
Com grande oferta disponível no mercado, cotações do milho na B3 fecham em queda nesta quinta-feira
Em meio ao aumento da oferta interna, milho acumula desvalorização de até 3,3%