Milho devolve ganhos da véspera e fecha em queda em Chicago; B3 termina quarta-feira no positivo
Os preços internacionais do milho encerraram esta quarta-feira (7) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior, enquanto os futuros negociados na B3 terminaram o dia com leves valorizações.
Em Chicago, o dezembro/26 fechou negociado a US$ 5,02 por bushel, queda de 6,00 pontos ou 1,18%. Março/27 recuou 5,25 pontos, cotado a US$ 5,17 por bushel, enquanto maio/27 perdeu 4,75 pontos, fechando a US$ 5,2425 por bushel. Julho/27 terminou a US$ 5,2850, baixa de 4,25 pontos.
Segundo o Barchart, os contratos passaram por uma correção nesta quarta-feira após as valorizações registradas na terça. O mercado segue acompanhando o avanço da colheita norte-americana, que alcançou 23% da área até o último domingo, ainda abaixo da média dos últimos cinco anos para o período.
Do lado da demanda, os números divulgados nesta quarta-feira trouxeram suporte ao cereal. A produção de etanol dos Estados Unidos aumentou 46 mil barris por dia na última semana, para 1,053 milhão de barris diários, enquanto os estoques recuaram 122 mil barris, para 23,743 milhões de barris.
Os operadores também aguardam o relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que será divulgado nesta quinta-feira. As expectativas do mercado citadas pelo Barchart ficam entre 600 mil e 1,7 milhão de toneladas comercializadas na semana encerrada em 1º de outubro.
B3 fecha no positivo e físico fica estável
Na B3, os contratos do milho encerraram a quarta-feira com leves avanços, encontrando suporte na valorização do dólar frente ao real ao longo da sessão.
O novembro/26 terminou negociado a R$ 69,91 por saca, alta de 0,16%, enquanto janeiro/27 avançou 0,08%, para R$ 74,39. Março/27 subiu 0,45%, cotado a R$ 77,86, e maio/27 ganhou 0,27%, encerrando a R$ 76,75 por saca.
Já no mercado físico brasileiro, predominou a estabilidade entre as praças acompanhadas pelo Notícias Agrícolas, apesar de movimentos pontuais para os dois lados.
Entre as valorizações, Eldorado/MS avançou 2,04%, para R$ 50,00 por saca, enquanto Ubiratã/PR e Marechal Cândido Rondon/PR subiram 1,96%, ambas para R$ 52,00. Do lado negativo, Jataí/GO e Rio Verde/GO recuaram 1,82%, para R$ 54,00 por saca. Castro/PR perdeu 1,56%, para R$ 63,00, Sorriso/MT caiu 1,04%, para R$ 47,50, e Brasília/DF teve baixa de 0,84%, cotada a R$ 59,00.
Exportações menores mantêm pressão no radar
O mercado brasileiro segue lidando com disponibilidade doméstica elevada e ritmo de exportações inferior ao registrado no ano passado. Dados da Secex divulgados nesta semana mostraram que o Brasil embarcou 5,21 milhões de toneladas de milho em setembro, queda de 31,08% frente ao mesmo mês de 2025.
Em análise divulgada nesta quarta-feira, a Safras & Mercado avaliou que os preços do milho devem permanecer pressionados no Brasil até o final do ano. A consultoria reduziu sua projeção para as exportações brasileiras de 40 milhões para 37,7 milhões de toneladas e elevou a estimativa de estoques de passagem de 10,2 milhões para 11,6 milhões de toneladas.
Segundo a Safras, a demanda doméstica permanece aquecida, especialmente pelos setores de etanol e carnes, mas não seria suficiente, isoladamente, para absorver toda a disponibilidade. A proximidade da entrada da safra de verão também pode aumentar a necessidade de comercialização e liberação de espaço nos armazéns na virada do ano.