Milho tenta recuperação em Chicago nesta quinta-feira após sequência de quedas
Os preços internacionais do milho iniciaram a quinta-feira (15) com pequenas valorizações na Bolsa de Chicago (CBOT), tentando recuperar parte das perdas acumuladas nos últimos pregões, em um mercado ainda atento à perspectiva de maior oferta nos Estados Unidos.
Por volta das 8h38 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era negociado a US$ 4,8125 por bushel, com ganho de 0,50 ponto. O março/27 também avançava 0,50 ponto, cotado a US$ 4,9475, enquanto o maio/27 subia 0,25 ponto, valendo US$ 5,0200.
Na quarta-feira (14), os contratos encerraram o pregão em queda, pressionados pela perspectiva de elevada disponibilidade de milho nos Estados Unidos e pela melhora das condições das lavouras norte-americanas.
Segundo o Farm Progress, a atuação de vendedores por razões técnicas também contribuiu para o desempenho negativo da sessão anterior, mesmo com a colheita americana avançando abaixo da média histórica.
No último relatório de acompanhamento das lavouras, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) apontou que 33% da área de milho havia sido colhida, contra 39% da média dos últimos cinco anos. As condições boas ou excelentes melhoraram de 54% para 56%.
Os investidores seguem avaliando os impactos do relatório de oferta e demanda divulgado pelo USDA na última sexta-feira, que elevou a produção americana para 407,28 milhões de toneladas e os estoques finais para 46,97 milhões de toneladas.
Com a perspectiva de maior disponibilidade do cereal, o desempenho das exportações norte-americanas permanece como um dos principais fatores de acompanhamento. Em análise divulgada neste mês, o Itaú BBA destacou que uma demanda externa abaixo das projeções poderá ampliar ainda mais os estoques dos Estados Unidos.
O mercado também aguarda os novos números semanais de vendas de exportação do USDA, com divulgação prevista para sexta-feira (16), após alterações no calendário desta semana.
Relembre como fechou o mercado na última quarta-feira (14):
+ Milho fecha quarta-feira com perdas superiores a 2% na B3 e recua em Chicago