Milho recua em Chicago nesta sexta-feira à espera de novos dados de exportação dos EUA

Publicado em 16/10/2026 09:01
Contratos seguem pressionados pela perspectiva de maior oferta americana; USDA divulga vendas semanais nesta manhã

Os preços internacionais do milho iniciam a sexta-feira (16) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando as perdas dos últimos pregões, enquanto os investidores aguardam novos dados sobre a demanda internacional pelo cereal norte-americano.

Por volta das 8h38 (horário de Brasília), o vencimento dezembro/26 era negociado a US$ 4,7625 por bushel, com desvalorização de 1,75 ponto. O março/27 recuava 2,00 pontos, cotado a US$ 4,8900, enquanto o maio/27 perdia 1,75 ponto, valendo US$ 4,9625.

O mercado segue pressionado pelas perspectivas de maior disponibilidade de milho nos Estados Unidos, após o relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira elevar as estimativas de produtividade, produção e estoques norte-americanos.

A produção americana foi projetada em 407,28 milhões de toneladas, ante 401,33 milhões no levantamento anterior, enquanto os estoques finais estimados passaram de 39,79 milhões para 46,97 milhões de toneladas.

Segundo análise do Farm Futures publicada na quinta-feira (15), os contratos de milho vinham apresentando movimentações limitadas, em um mercado ainda marcado pela dificuldade de encontrar novos fatores capazes de modificar os fundamentos de oferta e demanda.

Nesta sexta-feira, os investidores aguardam a divulgação do relatório semanal de vendas de exportação do USDA, prevista para as 9h30 (horário de Brasília), após alteração no calendário provocada pelo feriado americano de segunda-feira.

O desempenho das exportações ganhou importância diante da perspectiva de maior oferta nos Estados Unidos. Em análise mensal divulgada em outubro, o Itaú BBA destacou que o ritmo das vendas externas será determinante para a trajetória dos preços, uma vez que uma demanda abaixo das projeções poderá resultar em estoques ainda maiores.

O avanço da colheita americana também permanece no radar. No último levantamento do USDA, divulgado na terça-feira (13), os trabalhos haviam atingido 33% da área, abaixo da média histórica de 39%, enquanto 56% das lavouras estavam classificadas em boas ou excelentes condições.

Na quinta-feira (15), os contratos futuros encerraram o pregão em queda, depois de tentarem uma recuperação durante a manhã. O vencimento dezembro/26 terminou negociado a US$ 4,7800 por bushel, com perda de 0,57%.

Fonte: Notícias Agrícolas

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