Milho em Chicago volta a fechar com baixas nesta quinta-feira após tentativa de recuperação pela manhã
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Os preços internacionais do milho encerraram a quinta-feira (15) em campo negativo na Bolsa de Chicago (CBOT), após um pregão em que os contratos chegaram a registrar pequenas valorizações durante a manhã, mas perderam força ao longo do dia.
O vencimento dezembro/26 terminou cotado a US$ 4,7800 por bushel, com queda de 2,75 pontos, equivalente a 0,57%. O março/27 recuou 3,25 pontos, negociado a US$ 4,9100, enquanto o maio/27 perdeu 3,75 pontos, encerrando a US$ 4,9800. Já o contrato julho/27 apresentou desvalorização de 4,00 pontos, fechando a US$ 5,0350 por bushel.
A sessão começou com tentativas de recuperação após as perdas anteriores. No início da tarde, o vencimento dezembro/26 ainda apresentava pequena alta, negociado a US$ 4,8150, mas o movimento não se sustentou até o fechamento.
O mercado continua assimilando os efeitos do relatório de oferta e demanda divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última sexta-feira, que elevou as projeções de produtividade, produção e estoques norte-americanos para a safra 2026/27.
A estimativa de produção americana passou de 401,33 milhões para 407,28 milhões de toneladas, enquanto os estoques finais projetados aumentaram de 39,79 milhões para 46,97 milhões de toneladas.
O avanço da colheita americana também permanece no radar dos investidores. No levantamento divulgado pelo USDA nesta semana, os trabalhos haviam alcançado 33% da área, abaixo da média histórica de 39%.
Em análise publicada nesta quinta-feira, o Farm Futures destacou que os futuros de milho apresentavam movimentações próximas da estabilidade no início do dia, em um mercado ainda marcado pela falta de novos acontecimentos capazes de modificar significativamente os fundamentos.
Os investidores também receberam novos dados sobre a produção de etanol nos Estados Unidos, importante destino do milho americano. Segundo informações da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA), divulgadas pela DTN, a produção de etanol alcançou 1,065 milhão de barris por dia na semana encerrada em 9 de outubro, aumento de 12 mil barris diários em relação à semana anterior.
Apesar do crescimento da produção, os estoques do biocombustível também avançaram, chegando a 23,942 milhões de barris, volume 5,8% superior ao registrado no mesmo período do ano passado.
O comportamento da demanda americana continua sendo acompanhado pelo mercado diante da perspectiva de maior disponibilidade do cereal. Em análise mensal divulgada em outubro, o Itaú BBA destacou que o desempenho das exportações dos Estados Unidos será determinante para a trajetória dos preços, uma vez que vendas externas abaixo das projeções poderão ampliar ainda mais os estoques do país.
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