Milho inicia semana em queda em Chicago e dezembro se aproxima de US$ 4,50 por bushel
Os preços futuros do milho iniciaram a segunda-feira (26) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), dando continuidade à pressão observada ao longo da semana passada. Com todos os principais vencimentos em campo negativo nesta manhã, o mercado segue atento à elevada oferta norte-americana e à expectativa de avanço da colheita nos Estados Unidos.
Por volta das 7h26 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,5300 por bushel, com desvalorização de 3 cents em relação ao fechamento anterior, equivalente a 0,66%. O março/27 perdia 2,50 cents, cotado a US$ 4,6775, enquanto o maio/27 recuava 2,75 cents, para US$ 4,7625 por bushel. O julho/27 apresentava baixa de 2,25 cents e era negociado a US$ 4,8325.
O movimento ocorre após uma semana de perdas expressivas em Chicago. Na sexta-feira (23), o dezembro/26 encerrou o pregão a US$ 4,5600 por bushel, acumulando desvalorização de 3,85% em relação à sexta-feira anterior. Os vencimentos março, maio e julho de 2027 também registraram quedas semanais, de 3,34%, 2,94% e 2,75%, respectivamente.
Oferta americana e avanço da colheita seguem no radar
As projeções do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) continuam influenciando as expectativas do mercado. No relatório de oferta e demanda divulgado em 9 de outubro, o órgão elevou sua estimativa de produção de milho no país para 407,28 milhões de toneladas, com produtividade média projetada de 181,2 bushels por acre.
Os estoques finais norte-americanos para a temporada 2026/27 também foram revisados para cima, alcançando aproximadamente 46,97 milhões de toneladas. O aumento da oferta projetada segue como um dos principais fundamentos de pressão sobre as cotações internacionais.
No campo, a colheita havia alcançado 44% da área cultivada até 18 de outubro, segundo o último levantamento do USDA, avanço de 11 pontos percentuais em uma semana. Apesar da recuperação do ritmo, o percentual permanecia abaixo da média de cinco anos, de 52%, com atrasos mais expressivos em estados como Iowa, Nebraska e Minnesota.
Uma nova atualização do acompanhamento das lavouras será divulgada nesta segunda-feira, ao final da tarde, permitindo avaliar os impactos das condições climáticas recentes sobre o avanço dos trabalhos.
Pelo lado da demanda, o mercado também aguarda os novos dados semanais de inspeções de exportação dos Estados Unidos, previstos para o início da tarde. Na atualização anterior, os embarques inspecionados haviam recuado para 672,5 mil toneladas, enquanto o relatório mais recente de vendas líquidas apontou recuperação dos negócios, que chegaram a aproximadamente 1,53 milhão de toneladas na semana encerrada em 15 de outubro.
Assim, Chicago começa a semana tentando encontrar sustentação após as quedas acumuladas em outubro. A evolução da colheita americana e o desempenho das exportações serão importantes para avaliar se a pressão sobre os preços poderá continuar nos próximos pregões.