Milho volta a recuar em Chicago nesta quinta-feira e mercado aguarda novos dados de exportação dos EUA

Publicado em 29/10/2026 09:04
Avanço da colheita americana mantém pressão sobre os preços, enquanto produção de etanol apresenta crescimento

Os preços futuros do milho iniciaram a quinta-feira (29) com leves baixas na Bolsa de Chicago (CBOT), devolvendo parte dos ganhos registrados na sessão anterior. O mercado segue pressionado pela entrada da safra norte-americana, enquanto os operadores aguardam novos números de vendas para exportação dos Estados Unidos.

Por volta das 8h50 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 era negociado a US$ 4,5100 por bushel, enquanto o março/27 valia US$ 4,6450. O maio/27 aparecia cotado a US$ 4,7225, e o julho/27 era negociado a US$ 4,7850 por bushel.

O movimento ocorre após a recuperação registrada na quarta-feira (28), quando o dezembro/26 avançou 0,67%, encerrando o pregão a US$ 4,5175 por bushel. Apesar da valorização, o cereal ainda enfrenta dificuldades para sustentar uma reação mais consistente, depois de ter recuado abaixo dos US$ 4,50 na terça-feira (27).

Exportações e colheita no radar

A principal expectativa desta quinta-feira está concentrada na divulgação do relatório semanal de vendas para exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para as 9h30 (horário de Brasília).

Segundo levantamento da Reuters divulgado por veículos internacionais, o mercado trabalha com estimativas de vendas entre 800 mil e 1,6 milhão de toneladas de milho da safra 2026/27 na semana encerrada em 22 de outubro.

Na divulgação anterior, referente à semana encerrada em 15 de outubro, as vendas líquidas norte-americanas somaram 1,53 milhão de toneladas, crescimento de 36% em relação à semana precedente. Entretanto, os embarques efetivamente realizados recuaram 43%, para 780,3 mil toneladas, evidenciando a diferença entre as novas contratações e a saída física do produto.

Do lado da oferta, a colheita americana continua avançando. Segundo o levantamento divulgado pelo USDA na segunda-feira (26), os trabalhos alcançaram 60% da área cultivada até 25 de outubro, ante 44% na semana anterior. Apesar da aceleração, o ritmo permanece abaixo da média de 66% dos últimos cinco anos.

A continuidade da colheita amplia a disponibilidade de grãos no mercado e mantém a pressão sazonal sobre as cotações, especialmente diante das perspectivas de oferta elevada na temporada 2026/27.

Etanol apresenta avanço na produção

Outro indicador acompanhado pelo mercado é a produção norte-americana de etanol de milho. Dados divulgados na quarta-feira (28) pela Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA) apontaram aumento de 24 mil barris por dia na produção semanal, que alcançou 1,118 milhão de barris diários na semana encerrada em 23 de outubro.

Os estoques do biocombustível, por sua vez, recuaram 35 mil barris, para 24,523 milhões de barris.

O crescimento da atividade representa um sinal positivo para a demanda doméstica pelo cereal, embora ainda não seja suficiente, isoladamente, para afastar as preocupações do mercado com o volume de oferta disponível.

Para os produtores brasileiros, o comportamento de Chicago permanece como uma referência importante na formação dos preços e na competitividade internacional do milho. A evolução das exportações norte-americanas e as oscilações cambiais seguem entre os fatores capazes de influenciar as oportunidades de comercialização do cereal brasileiro.

Fonte: Notícias Agrícolas

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