Opep+ começa reuniões para avaliar novas medidas de apoio ao mercado de petróleo

Publicado em 16/11/2020 09:40

Por Alex Lawler e Ahmad Ghaddar

LONDRES (Reuters) - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e aliados começaram nesta segunda-feira reuniões que avaliarão possíveis ações adicionais para apoiar o mercado de petróleo em 2021, uma vez que a segunda onda do coronavírus tem pesado sobre a demanda e os preços.

A Opep e seus aliados liderados pela Rússia, um grupo conhecido como Opep+, deveriam aumentar a produção em 2 milhões de barris por dia em janeiro como parte de um gradual alívio em suas restrições recorde de oferta.

Mas, com os preços enfraquecendo, a Opep+ está avaliando postergar o aumento de oferta ou até mesmo ampliar os cortes.

Uma opção que tem ganho apoio entre a Opep+ é manter os atuais cortes de oferta de 7,7 milhões de bpd por mais três ou seis meses, disseram fontes da Opep+, ao invés de reduzir os cortes para 5,7 milhões de bpd a partir de janeiro como atualmente previsto.

"A discussão sobre isso é possível", disse uma fonte da Opep, citando "fraqueza na demanda e a produção em alta na Líbia".

Dois comitês da Opep+ terão encontros virtuais nesta semana. O Comitê Técnico Conjunto se reúne nesta segunda-feira, enquanto o Comitê Ministerial de Monitoramento Conjunto, que pode recomendar políticas para a Opep+, se reúne na terça-feira.

A Argélia, que está com a presidência rotativa da Opep, apoia a prorrogação dos cortes atuais, enquanto a Arábia Saudita disse que o acordo da Opep+ poderia ser "ajustado" se necessário.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Petróleo cai mais de US$2 apesar das novas sanções dos EUA contra o Irã
Petróleo sobe com ameaça de Trump de impor sanções aos parceiros do Irã
Petróleo fecha com alta de mais de 2% após Trump ameaçar países que apoiam o Irã
Petróleo fecha perto de máxima de quatro semanas com agravamento de crise no Oriente Médio
Petrobras vê boas indicações para óleo encontrado na Foz do Amazonas, diz diretora
Petróleo fecha com alta de mais de US$2 com impasse na guerra no Irã