Petrobras busca neutralidade das emissões nas atividades sob seu controle

Publicado em 20/09/2021 09:12

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras anunciou nesta segunda-feira ambição de atingir a neutralidade das emissões nas atividades sob seu controle, conforme o estabelecido pelo Acordo de Paris, que trata de medidas para amenizar as mudanças climáticas.

A companhia também disse em comunicado que tem a intenção de influenciar seus parceiros a atingir a mesma ambição em campos de petróleo e gás em que a estatal é sócia, mas não é a operadora.

O Acordo de Paris, assinado em 2015 por quase 200 países, dentre eles o Brasil, prevê a adoção de políticas climáticas voltadas à redução da emissão de gases de efeito estufa, com o objetivo de limitar o aumento médio da temperatura global a menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais até o fim do século (com esforços para 1,5°C).

A decisão da Petrobras está alinhada ao posicionamento mundial das 12 empresas membros do OGCI (sigla em inglês para Iniciativa Climática para Óleo e Gás), consórcio integrado pela Petrobras desde 2018, segundo comunicado da petroleira.

"Juntas, estas empresas representam cerca de 30% da produção global de óleo e gás e colaboram para acelerar a transição para baixo carbono. Com essa nova iniciativa, os membros ambicionam atingir a neutralidade das emissões, reconhecendo que possuem muitas, mas ainda não todas, as respostas sobre como chegar lá", acrescentou.

No seu Plano Estratégico 2021-2025, a Petrobras prevê investimentos de 1 bilhão de dólares em compromissos de sustentabilidade, envolvendo a descarbonização das operações; o desenvolvimento de combustíveis mais sustentáveis, como diesel renovável e bioquerosene de aviação; e pesquisas em energias renováveis e soluções de baixo carbono.

"Nos últimos 11 anos, a companhia aprimorou em 47% sua eficiência em carbono na exploração e produção de petróleo e se estabeleceu como uma das produtoras de óleo e gás mais eficientes do mundo", disse a empresa em nota.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

Fonte: Reuters

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