Petróleo fecha em baixa de 2% por temores de recessão global

Publicado em 06/07/2022 17:50

Por Scott DiSavino

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo caíram cerca de 2% nesta quarta-feira, para o menor nível em 12 semanas, ampliando as pesadas perdas de terça-feira com investidores preocupados com a demanda por energia sendo atingida por uma potencial recessão global.

Os estoques de petróleo dos EUA teriam caído 1 milhão de barris na última semana, segundo uma pesquisa da Reuters divulgada antes de dados da indústria e do governo, uma queda que poderia sustentar as cotações.

Os futuros de Brent para entrega em setembro recuaram 2%, para fechar a 100,69 dólares por barril, Nos Estados Unidos, o WTI caiu 1%, encerrando a 98,53 dólares.

Os dois mercados tiveram o fechamento mais baixo desde 11 de abril.

Os futuros do diesel nos EUA caíram mais de 5%.

As negociações foram voláteis, com os mercados de petróleo subindo mais de 2 dólares por barril no início, por preocupações com a oferta, e caindo mais de 4 dólares por barril nas mínimas da sessão.

Na terça-feira, o WTI caiu 8%, enquanto o Brent caiu 9%.

Os preços do petróleo também foram derrubados por um dólar americano em alta, que subiu a um patamar de quase 20 anos contra uma cesta de outras moedas.

O dólar mais forte torna o petróleo mais caro para os detentores de outras moedas, o que pode conter a demanda.

Em relação à China, o maior importador de petróleo do mundo, o mercado segue preocupado com os impactos de novos bloqueios decorrentes da Covid-19 sobre a demanda.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Petróleo cai após relato de que China pressiona por fim da guerra entre EUA e Irã
Petróleo dispara no mercado físico com novas tensões no Oriente Médio
Dois superpetroleiros com petróleo saudita deixam Mar Vermelho em direção à China
Petróleo fecha acima de US$100 pela primeira vez desde maio com tensões no Oriente Médio
Trump promete punir Irã por ataques dos houthis no Mar Vermelho; preço do petróleo ultrapassa US$100
Navios-tanque com petróleo saudita revertem curso enquanto houthis abrem nova frente na guerra EUA-Irã