Petróleo fecha em alta de cerca de 3% após ataque dos houthis à Arábia Saudita

Publicado em 24/09/2026 18:16

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Por Scott DiSavino

NOVA YORK, 24 Set (Reuters) - Os preços do petróleo subiram cerca de 3% nesta quinta-feira, atingindo a maior cotação em uma semana, depois que um ataque com mísseis dos houthis contra a Arábia Saudita reacendeu os temores de interrupções no abastecimento.

No entanto, as negociações foram voláteis e os preços recuaram em relação às máximas do pregão após notícias de que os EUA e o Irã discutiram a reabertura do Estreito de Ormuz.

Os futuros do Brent subiram US$3,52, ou 3,4%, fechando a US$106,60 o barril. O petróleo West Texas Intermediate (WTI) dos EUA subiu US$2,45, ou 2,7%, fechando a US$ 94,61. Em suas máximas da sessão, ambos os contratos registraram alta de cerca de 5%.

O Brent registrou seu maior fechamento desde 15 de setembro. Foi a primeira alta em dias para o WTI, que havia caído 13% nas seis sessões anteriores.

A Arábia Saudita interceptou seis mísseis balísticos disparados pelos houthis do Iêmen, apoiados pelo Irã, frustrando ataques à província de Taif, no sul do país, e à região de Yanbu, no Mar Vermelho, informou a coalizão liderada pela Arábia Saudita no Iêmen.

Companhias aéreas iranianas foram proibidas de operar em países vizinhos, incluindo os Emirados Árabes Unidos e Omã, em resposta às novas sanções dos EUA -- o primeiro grande impacto de uma mudança na política norte-americana para atingir empresas de países terceiros que fazem negócios com o Irã.

Com a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã praticamente estagnada há meses no campo de batalha, Washington anunciou uma extensão de suas sanções financeiras, visando empresas de países terceiros que fazem negócios com empresas iranianas -- uma prática conhecida como “sanções secundárias”.

Na quarta-feira, o Irã ameaçou retaliar contra os países vizinhos que cumprirem a proibição dos EUA aos seus voos, tornando seus aeroportos “inutilizáveis”.

Por outro lado, a Arábia Saudita está aumentando os volumes de bombeamento de petróleo por meio de seu oleoduto Leste-Oeste, que se estende até Yanbu, seu centro de exportação no Mar Vermelho, embora os carregamentos de petroleiros ainda não tenham sido retomados, de acordo com fontes do setor, imagens de satélite e dados de transporte marítimo.

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