Petróleo fica estável, após reduzir perdas iniciais com adiamento de tarifas dos EUA

Publicado em 13/02/2025 21:05 e atualizado em 14/02/2025 08:29

Por Erwin Seba

HOUSTON (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam estáveis nesta quinta-feira, reduzindo perdas iniciais de mais de 1%, conforme anúncios de tarifas dos Estados Unidos foram adiados até pelo menos abril, alimentando a esperança de que o mundo pode evitar uma guerra comercial que deve pressionar economias e a demanda de energia.

Os contratos futuros do petróleo Brent caíram US$0,16, ou 0,21%, para US$75,02 por barril. O petróleo bruto U.S. West Texas Intermediate (WTI) terminou em queda de US$0,08, ou 0,11%, para US$71,29 por barril.

Os preços haviam caído mais cedo, já que um possível acordo de paz entre a Rússia e a Ucrânia manteve traders preocupados com o fato de que o fim das sanções contra Moscou pode aumentar o fornecimento global de energia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, ordenou que autoridades econômicas e de comércio estudem tarifas recíprocas contra países que impõem tarifas sobre produtos norte-americano. Suas recomendações não estão previstas para serem entregues antes de 1º de abril, o que dará mais tempo para negociações com parceiros comerciais, disseram participantes do mercado.

“Vimos uma grande recuperação nos preços por conta das tarifas que não entrarão em vigor até abril”, disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group. "Isso permitirá tempo para negociação."

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

EUA consideram vender petróleo da reserva estratégica, diz secretário de Energia
Preços do petróleo saltam 7% com guerra do Irã e atingem máxima desde 2022
EUA avaliam flexibilizar sanções contra petróleo russo para amenizar aumento do preço global, dizem fontes
Caos no mercado de petróleo deve se agravar com a redução da produção por mais gigantes do Golfo
Preços do petróleo ultrapassam os US$ 100 por barril, com grandes produtores do Oriente Médio reduzindo a produção em meio aos conflitos
Produção de petróleo do Iraque entra em colapso com bloqueio do Estreito de Ormuz, dizem fontes