Mercado do petróleo sobe enquanto investidores monitoram decisões de juros e economia global

Publicado em 20/03/2025 12:14

Os preços do petróleo operam em alta nesta quinta-feira (20), com o Brent (maio/25) negociado a US$ 71,42 por barril (+0,90%) e o WTI cotado a US$ 67,54 (+0,94%). O movimento ocorre em meio à repercussão da chamada "Super Quarta", quando os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciam suas decisões sobre as taxas de juros.

Nos EUA, o Federal Reserve (Fed) manteve as taxas entre 4,25% e 4,50% ao ano, enquanto o Banco Central do Brasil (Bacen) elevou a Selic em 1%, para 14,25% ao ano. A decisão americana reforçou as incertezas sobre os impactos das tarifas internacionais impostas pelo presidente Donald Trump, que podem pressionar a inflação ao mesmo tempo em que desaceleram a economia.

"Espera-se que haja pressão inflacionária, mas, ao mesmo tempo, uma desaceleração econômica, já que as tarifas devem elevar os preços de vários produtos no mercado interno, limitando o consumo. São forças que se equilibram, e ainda não está claro qual delas terá mais impacto", explica Thiago Davino, Analista de Mercado da Agrinvest.

Já no Brasil, a alta dos juros fortalece a moeda nacional e torna o país mais atrativo para investidores estrangeiros. "Podemos ver algumas correções do dólar para cima, mas, diante de outros países emergentes, a taxa de juros mais elevada mantém um diferencial positivo para o real", complementa Davino.

Os conflitos na Ucrânia e no Oriente Médio também estão no radar dos investidores. Enquanto as negociações para um acordo de paz entre Rússia e Ucrânia avançam, a escalada das tensões entre Israel e Palestina levanta preocupações no cenário geopolítico global.

"O conflito no Oriente Médio tem um efeito reduzido sobre as cotações, já que as principais rotas de exportação seguem operando normalmente. Já na Europa, tudo dependerá do andamento de um possível cessar-fogo e da decisão sobre os embargos à Rússia. Caso as sanções contra o petróleo russo sejam flexibilizadas, a oferta global pode aumentar, pressionando os preços da commodity. ", avalia.

Por: Ericson Cunha
Fonte: Notícias Agrícolas

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