Petróleo cai quase 3% antes de negociações entre EUA e Irã
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Por Seher Dareen e Georgina McCartney
HOUSTON, 5 Fev (Reuters) - Os preços do petróleo fecharam com queda de quase 3% nesta quinta-feira, em um pregão volátil, depois que os Estados Unidos e o Irã concordaram em realizar negociações em Omã na sexta-feira, aliviando as preocupações com o abastecimento de petróleo iraniano.
Os futuros do petróleo Brent fecharam em queda de US$1,91, ou 2,75%, a US$67,55 por barril. O petróleo West Texas Intermediate dos EUA fechou em queda de US$1,85, ou 2,84%, a US$63,29.
"Ainda há ceticismo quanto à possibilidade de se chegar a um acordo razoável com o Irã, então, embora o mercado esteja dando o benefício da dúvida às negociações, ainda não sabemos qual será o resultado delas", disse Phil Flynn, analista sênior do Price Futures Group.
As discussões ocorrem enquanto os EUA reforçam suas forças no Oriente Médio e os atores regionais buscam evitar um confronto militar que muitos temem que possa se transformar em uma guerra mais ampla.
"As diferentes expectativas em torno do escopo e dos objetivos das negociações estão mantendo a incerteza, injetando volatilidade nos preços do petróleo, à medida que os operadores reavaliam a probabilidade de uma escalada versus a diplomacia", afirmaram analistas da Aegis Hedging em uma nota.
Cerca de um quinto do consumo total de petróleo do mundo passa pelo Estreito de Ormuz, entre Omã e o Irã. Outros membros da Opep, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuweit e Iraque, exportam a maior parte de seu petróleo através do estreito, assim como o Irã.
A volatilidade levou os investidores a se apressarem em fixar os preços do petróleo este ano, negociando um número recorde de contratos WTI Midland em Houston em janeiro, em meio a preocupações com os riscos de abastecimento no Oriente Médio e mais barris venezuelanos indo para a costa do Golfo dos Estados Unidos.
A força do dólar norte-americano e a volatilidade dos metais preciosos também pesaram sobre as commodities e o sentimento de risco de forma mais ampla nesta quinta-feira, disseram analistas.
(Reportagem de Georgina McCartney em Houston, Seher Dareen em Londres, reportagem adicional de Enes Tunagur em Londres, Katya Golubkova em Tóquio e Siyi Liu em Cingapura)
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