Petróleo tem alta semanal, mas permanece sob pressão de aumento de oferta

Publicado em 16/05/2025 17:42 e atualizado em 16/05/2025 18:23

 

Por Arathy Somasekhar

HOUSTON (Reuters) - O petróleo subiu nesta sexta-feira, registrando também a segunda semana consecutiva de ganhos com a diminuição das tensões comerciais entre Estados Unidos e China, embora os preços tenham sido contidos pelas expectativas de maior oferta do Irã e da Opep+.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de 1,4%, a US$65,41 por barril, enquanto os contratos futuros do petróleo West Texas Intermediate dos EUA subiram 1,4%, a US$62,49.

Os contratos de referência registraram um aumento semanal de 1% e 2,4%, respectivamente.

Os contratos caíram mais de 2% na sessão anterior, devido à perspectiva de um acordo nuclear com o Irã, que poderia resultar em uma flexibilização das sanções, o que poderia fazer com que o petróleo iraniano voltasse ao mercado global.

"Os aumentos esperados na produção de petróleo da Opep+, juntamente com um acordo nuclear iraniano mais provável, fizeram ressurgir (expectativas baixista)", disse Dennis Kissler, vice-presidente sênior de negociação da BOK Financial.

"A curto prazo, com o arrefecimento das temperaturas geopolíticas, será necessária uma forte demanda sazonal de viagens nos próximos meses para contrabalançar os aumentos esperados na oferta", acrescentou Kissler.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na quinta-feira que os EUA estavam se aproximando de um acordo nuclear com o Irã, com Teerã "mais ou menos" concordando com seus termos. No entanto, uma fonte familiarizada com as negociações disse que ainda havia questões a serem resolvidas.

Os analistas do ING escreveram em uma nota que um acordo nuclear que suspenda as sanções permitiria que o Irã aumentasse a produção de petróleo, resultando em oferta adicional de cerca de 400.000 barris por dia.

(Reportagem de Anna Hirtenstein e Robert Harvey em Londres. Reportagem adicional de Colleen Howe, em Pequim, e Siyi Liu, em Cingapura)

Fonte: Reuters

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