EUA continuarão com ações comerciais contra a China, diz Casa Branca

Publicado em 29/05/2018 13:15

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos disseram nesta terça-feira que seguirão buscando medidas comerciais contra a China, dias depois de os governos dos dois países anunciarem uma tentativa de solução para sua disputa e sugerirem que as tensões haviam arrefecido.

Até 15 de junho, o governo norte-americano divulgará uma lista de cerca de 50 bilhões de dólares em mercadorias chinesas que estarão sujeitas a uma tarifa de 25 por cento, informou a Casa Branca em comunicado. Os Estados Unidos também continuarão a buscar processos contra a China na Organização Mundial do Comércio (OMC).

Além disso, até o final de junho, os Estados Unidos anunciarão restrições de investimento e "controles de exportação aprimorados" para indivíduos e entidades chineses "relacionados à aquisição de tecnologia com significância industrial", afirmou.

Em meados de maio, a China concordou em aumentar as compras de produtos agrícolas e energéticos dos EUA, e na semana passada, o Departamento de Comércio norte-americano disse aos legisladores que tinha chegado a um acordo para manter a empresa de telecomunicações chinesa ZTE <0763.HK> <000063.SZ> operando.

Embora os anúncios tenham aliviado as preocupações sobre a possibilidade de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo, o presidente dos EUA, Donald Trump, também disse na semana passada que qualquer acordo entre Washington e Pequim precisaria de "uma estrutura diferente", alimentando a incerteza sobre as negociações.

(Por Makini Brice)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Impulsionados por queda de 4% no etanol, combustíveis recuam no Sudeste em junho, aponta Edenred Mobilidade
Câmara aprova medida que amplia crédito às exportações
Dólar tem leve baixa ante real em dia de feriado nos Estados Unidos
PF faz operação contra sancionados pelos EUA por suposta ligação com PCC, dizem fontes
Produção industrial no Brasil recua 0,2% em maio, diz IBGE
Minério de ferro recua com estoques portuários recordes na China