EUA questionam tarifas retaliatórias de 5 parceiros na OMC

Publicado em 16/07/2018 18:18

WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos deram início a cinco ações separadas na Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta segunda-feira, questionando tarifas retaliatórias impostas por China, União Europeia, Canadá, México e Turquia, aplicadas após a sobretaxa dos EUA sobre aço e alumínio.

As tarifas retaliatórias sobre até 28,5 bilhões de dólares em exportações dos EUA são ilegais sob as regras da Organização Mundial do Comércio (OMC), disse o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, em um comunicado.

"Essas tarifas aparentemente violam os compromissos de cada membro da OMC sob o Acordo da OMC", disse. "Os Estados Unidos vão tomar todas as ações necessárias para proteger seus interesses e pedimos que nossos parceiros comerciais trabalhem construtivamente conosco nos problemas criados pelo massivo e persistente excesso de capacidade nos setores de aço e alumínio."

O gabinete de Lighthizer tem afirmado que as tarifas que os Estados Unidos impuseram sobre importações de aço e alumínio são aceitáveis sob as regras da OMC porque elas foram impostas com base em uma exceção que trata de segurança nacional.

O México informou que defenderia suas medidas retaliatórias, acrescentando que a imposição das tarifas pelos EUA foi "injustificada".

"As compras que os Estados Unidos fazem de aço e alumínio do México não representam uma ameaça para a segurança nacional", disse em um comunicado o Ministério da Economia do México.

"Pelo contrário, a sólida relação comercial entre o México e os EUA criou um mercado regional integrado, onde produtos de aço e alumínio contribuem para a competitividade da região em vários setores estratégicos, como automotivo, aeroespacial, elétrico e eletrônico", disse o ministério.

Lighthizer afirmou no mês passado que retaliação tinha que ter base legal porque a União Europeia e outros parceiros comerciais estavam fazendo falsas declarações de que as tarifas dos EUA sobre aço e alumínio eram "salvaguardas" ilegais com o objetivo de proteger os produtores dos EUA.

(Por David Lawder; reportagem adicional de Anthony Esposito na Cidade do México)

Fonte: Reuters

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