Inflação na zona do euro começa a desacelerar com medidas contra coronavírus

Publicado em 31/03/2020 07:39

BRUXELAS/FRANKFURT (Reuters) - A inflação na zona do euro desacelerou com força este mês com a queda nos preços do petróleo, sinalizando o início de uma possível espiral desinflacionária uma vez que as contenções em resposta ao coronavírus provocam um dramático enfraquecimento da atividade econômica.

A inflação nos 19 países que usam o euro caiu a 0,7% de 1,2% em fevereiro sobre o ano anterior, informou a Eurostat nesta terça-feira, abaixo da expectativa de 0,8%.

Mas o dado, que muitos economistas preveem que vai cair a território negativo antes do meio do ano, também mascara tendências opostas que podem preocupar as famílias: preços dos alimentos muito mais altos e queda nos custos de energia.

Com o petróleo tipo Brent recuando dois terços desde o início do ano devido à guerra de preços entre Rússia e Arábia Saudita, os custos da energia caíram mais de 4% na comparação com o ano anterior.

Mas a inflação dos alimentos acelerou a 3,5% de 2,6%, ampliando a alta que deve ser agravada pelas medidas de contenção que podem dificultar que os alimentos cheguem ao consumidor.

Em um provável sinal de problemas mais profundos, o núcleo da inflação também caiu. A medida que exclui alimentos e energia teve alta de 1,2% em termos anuais, como esperado, de 1,3% em fevereiro.

(Reportagem de Jan Strupczewski e Balazs Koranyi)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Fachin dá cinco dias para Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei se manifestarem sobre caso Master
Ações da China encerram semana em baixa com perda de força da alta por IA
Crescimento do emprego nos EUA deve se recuperar em agosto; taxa de desemprego deve permanecer em 4,1%
Durigan sugere debate sobre integração de benefícios sociais
Brasil ameaça retaliar UE se negociações sobre embargo a carnes não avançarem
Ibovespa pausa sequência de altas com realização de lucros após rondar 189 mil pontos