Em pronunciamento, Bolsonaro cita OMS e diz que é preciso salvar vidas sem destruir o emprego

Publicado em 31/03/2020 21:38

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro citou, em pronunciamento nesta noite terça-feira em cadeia nacional de rádio e televisão, a Organização Mundial da Saúde (OMS) para dizer que é preciso fazer o esforço para salvar vidas e voltar a defender que o efeito colateral das medidas de combate ao novo coronavírus não pode ser pior do que a própria doença.

O presidente mencionou o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, segundo o qual todo indivíduo importa, mas acrescentou no pronunciamento que, ao mesmo tempo, é preciso impedir a destruição do emprego.

O presidente disse que o diretor da OMS disse saber que muitas pessoas têm que trabalhar todo dia para ganhar seu pão e os governos têm de levar isso em conta.

Bolsonaro afirmou não se valer dessas palavras para negar as medidas de proteção social. Mas novamente voltou a questionar o que será de autônomos como ambulante, vendedor e caminhoneiro.

Nesta terça-feira, Tedros tuitou reforçando que os governos precisam garantir apoio financeiro aos trabalhadores informais para que possam cumprir as medidas de isolamento durante a pandemia do coronavírus.

E seu pronunciamento, Bolsonaro destacou que tem uma missão, de salvar vidas sem desemprego e disse ainda que tem que combater o desemprego que cresce rapidamente, especialmente entre os mais pobres.

O presidente elencou uma série de ações que o governo tem tomado nos últimos dias, tanto para reforçar o sistema de saúde como para amparar economicamente os mais vulneráveis.

Bolsonaro: Vírus é realidade; ainda não existe remédio com eficiência comprovada (Estadão)

O presidente Jair Bolsonaro mudou o tom, durante pronunciamento em rede nacional, e reconheceu a falta de um medicamento com eficácia confirmada para o combate à covid-19. Segundo o presidente "o vírus é uma realidade, ainda não existe vacina contra ele (o novo coronavírus) ou remédio com eficiência cientificamente comprovada, apesar da hidroxicloroquina parecer bastante eficaz".

Mesmo sem a comprovação da atuação do remédio, o presidente elogiou a atuação das Forças Armadas para a produção do medicamento. "Os laboratórios químico-farmacêuticos militares entraram com força total e em 12 dias serão produzidos 1 milhão de comprimidos de cloroquina, além de álcool em gel", disse Bolsonaro.

O presidente reforçou o anúncio feito pelas redes sociais do acordo firmado hoje com a indústria farmacêutica para adiar o reajuste do preço de medicamentos por 60 dias. O discurso do presidente foi acompanhado de panelaços em vários pontos do País.

 

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ibovespa abre em queda com aumento de tensão geopolítica e inflação nos EUA sob holofote
Preços ao consumidor nos EUA sobem em maio conforme esperado
Dólar perde força ante real após dados de inflação nos EUA
Lula tem seis pontos de vantagem sobre Flávio em 2º turno e rompe empate técnico com senador, mostra Genial/Quaest
Dólar tem viés de alta na abertura com mercado à espera de dados de inflação nos EUA
Trump diz que Irã demorou muito para negociar e "terá que pagar o preço"