Dólar sobe ante rivais e emergentes com aversão ao risco por queda no petróleo

Publicado em 21/04/2020 17:11


O dólar se fortaleceu na comparação com rivais e emergentes nesta segunda-feira, 20, em um cenário de aversão ao risco provocada pelas incertezas quanto ao impacto econômico do coronavírus na economia, além das disfunções no mercado de petróleo.

No fim da tarde em Nova York, o dólar subia a 107,71 ienes, enquanto o euro caia a US$ 1,0861 e a libra cedia a US$ 1,2436. O índice DXY, que mede a variação da divisa americana frente a uma cesta de seis rivais fortes, avançou 0,19%, a 99,975 pontos.

"O dólar está consolidando os ganhos recentes", avalia o BBH, que projeta que o movimento ascendente deve continuar em curto prazo, enquanto "dados econômicos ruins e preços de petróleo mais baixo pressionam o sentimento do mercado".

Hoje, a cautela predominou durante todo o dia, com a vertiginosa queda nas cotações de petróleo. O WTI para maio, que vence amanhã, encerrou a sessão cotado a menos de US$ 0, uma situação inédita na história, enquanto o contrato com entrega para junho, o mais liquido, despencou mais de 18%. Na esteira disso, as bolsas em Nova York tiveram baixa e o índice DXY, que espécie de termômetro do medo em Wall Street, saltou 14,89%, a 43,83 pontos.

O noticiário prejudicou as moedas expostas à variação da commodity. O dólar teve alta a 1,4127 dólares canadenses, a 24,1020 pesos mexicanos e a 73,904 rublos russos. "Ações em queda e preços de petróleo desabando forneceram um pano de fundo positivo para o dólar no início da semana", explica o analista Joe Manimbo, do Western Union.

Em relação à moeda da Argentina, a divisa americana saltou a 65,9420 pesos argentinos, após vários credores privados recusarem a proposta do governo para reestruturação da dívida. "A proposta como está não é atrativa para investidores", avalia o Citigroup.


file://tabela/72/:1.72.11.486

Fonte: Estadão Conteúdo

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição
Dólar sobe ante real com disputa pela Ptax e eleição no foco