Prefeitura de SP anuncia reabertura de comércio e imobiliárias; shoppings também devem reabrir

Publicado em 09/06/2020 19:40

SÃO PAULO (Reuters) - A prefeitura de São Paulo anunciou nesta terça-feira que permitirá a reabertura de comércios de rua e imobiliárias na nova fase da retomada econômica em meio à pandemia de coronavírus, depois de o prefeito Bruno Covas (PSDB) assinar um termo de compromisso com entidades dos setores.

O governo da capital paulista disse ainda que espera assinar na quarta-feira um termo semelhante com o setor de shoppings centers para permitir a reabertura desses estabelecimentos a partir do dia seguinte.

Segundo comunicado da prefeitura, o comércio de rua poderá abrir as portas entre 11h e 15h, enquanto as imobiliárias poderão funcionar durante 4 horas por dia, desde que fora do horário de pico.

"A principal regra é o horário de funcionamento... A expectativa agora é que amanhã, a gente também consiga assinar com o setor de shoppings centers para que também possam voltar a funcionar a partir de quinta-feira", disse Covas em nota.

O prefeito destacou que, apesar da retomada gradual, a cidade segue em quarentena, pedindo para que a população evite deslocamentos desnecessários.

Com o anúncio para comércios de rua e imobiliárias, São Paulo passa a ter quatro setores liberados na nova etapa de reabertura, uma vez que havia autorizado na última sexta-feira o funcionamento de concessionárias de veículos e escritórios de prestação de serviços.

Apesar da flexibilização das medidas de isolamento, o Estado de São Paulo registrou um número recorde de mortes diárias pela Covid-19, mostraram dados da secretaria estadual de Saúde divulgados nesta terça-feira.

De acordo com os dados, apresentados em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista, São Paulo tem 9.522 mortes causadas pela Covid-19, doença respiratória causada pelo novo coronavírus, um acréscimo de 334 novos óbitos em relação ao número apresentado na segunda-feira.

Presidente do TJ derruba liminar e Rio segue com flexibilização de quarentena

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, Cláudio de Mello Tavares, derrubou liminar que havia barrado a flexibilização da quarentena na cidade e no Estado, informou o TJ fluminense.

Tanto o governo do Estado como a prefeitura recorreram da liminar concedida na véspera pela 7ª Vara de Fazenda Pública.

A prefeitura do Rio iniciou na semana passada uma abertura gradual das atividades dentro de um plano de 6 fases. Já o Estado afrouxou medidas restritivas no fim de semana, mas a competência para definir a forma e o ritmo da abertura é de competência de cada uma das 92 cidades do Estado.

“Ao acolher os recursos dos governos estadual e municipal, o desembargador Claudio de Mello Tavares considerou que a decisão da 7ª Vara de Fazenda Pública interferia em área do Poder Executivo, ao qual cabe decidir quanto à flexibilização das regras em vigor", disse o tribunal.

"O presidente do TJ destacou ainda a importância da questão social da população fluminense com a falência de comerciantes e empresários e consequente perda de empregos”, acrescentou a corte.

Segundo o presidente do tribunal, Estado e município teriam se comprometido a recuar na abertura das atividades caso haja um aumento na curva de mortes e casos de Covid-19.

“Está uma confusão danada e a gente fica no meio disso e não sabe o que fazer. Ora pode e ora não pode. Na dúvida, vim à orla, mas nem pisei na areia”, disse a aposentada Estela Mares.

Enquanto há um vaivém de decisões, os casos de coronavírus seguem aumentando no Rio de Janeiro. Nesta terça-feira foram confirmados mais 147 mortes e outros 3.480 casos da doença.

Fonte: Reuters

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