Wall St encerra em baixa com aumento de casos de coronavírus motivando novas restrições

Publicado em 27/06/2020 06:12

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices de Wall Street recuaram mais de 2% nesta sexta-feira, conforme vários Estados norte-americanos impuseram restrições a atividades empresarias em resposta a um salto em casos do coronavírus.

Alguns Estados dos EUA que foram poupados do forte impacto do início do surto de coronavírus ou que afrouxaram antes as restrições estão observando ressurgimento de novas infecções. Nesta sexta-feira, Texas e Flórida ordenaram que bares fechassem novamente.

"Você está vendo um aumento muito dramático nos casos", disse Kevin Grogan, diretor-gerente de estratégia de investimentos da Buckingham Strategic Wealth, em St. Louis. "Se as pessoas voltarem a achar que não é seguro comer fora ou fazer compras, isso pode ter um impacto realmente negativo no mercado de ações."

Reportagem do Wall Street Journal de que a Fase 1 do acodo comercial entre EUA e China poderia estar em risco colocou pressão adicional sobre as ações norte-americanas. De acordo com a notícia, autoridades chinesas alertaram que a "interferência" em Hong Kong e em Taiwan poderia levar Pequim a se afastar de seu compromisso de comprar produtos agrícolas dos EUA.

Novas preocupações com a pandemia do novo coronavírus têm ameaçado atrapalhar um forte rali de Wall Street, o qual eliminou boa parte das grandes perdas do S&P 500 em março. O índice de referência encerrou abaixo da média móvel de 200 dias, indicador de oscilações de longo prazo.

O Dow Jones caiu 2,84%, para 25.015,55 pontos, o S&P 500 perdeu 2,42%, para 3.009,05 pontos, e o Nasdaq teve queda de 2,59%, para 9.757,22 pontos.

Na semana, o S&P 500 caiu 2,87%, o Dow perdeu 3,31%, e o Nasdaq cedeu 1,87%.

Fonte: Reuters

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