Agência de comunicações dos EUA decide classificar Huawei e ZTE como ameaças à segurança nacional

Publicado em 30/06/2020 16:21 e atualizado em 26/11/2021 14:00

Por David Shepardson

WASHINGTON (Reuters) - A agência de comunicações dos Estados Unidos (FCC) designou formalmente as gigantes chinesas Huawei e ZTE como ameaças à segurança nacional, uma declaração que impede empresas norte-americanas de usarem um fundo governamental de 8,3 bilhões de dólares para comprar equipamentos delas.

O órgão regulador de telecomunicações dos EUA aprovou em novembro proposta para classificar as duas empresas chinesas como ameaças ao país e também propôs que as operadoras rurais removessem e substituíssem equipamentos de Huawei e ZTE.

"Não podemos e não permitiremos que o Partido Comunista chinês explore vulnerabilidades de rede e comprometa nossa infraestrutura crítica de comunicações", disse o presidente da FCC, Ajit Pai, em comunicado nesta terça-feira.

Huawei e ZTE não comentaram o assunt de imediato, mas anteriormente criticaram fortemente as ações da FCC.

O comissário da FCC Geoffrey Starks disse nesta terça-feira que "equipamentos não confiáveis" permanecem em funcionamento nas redes norte-americanas e disse que o Congresso dos EUA deve alocar financiamento para que as substituições dos equipamentos sejam feitas.

Em maio de 2019, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou uma decreto estabelecendo emergência nacional e impedindo as empresas do país de usarem equipamentos de telecomunicações produzidos por empresas que representem risco à segurança nacional. O governo Trump também adicionou a Huawei à lista negra comercial dos EUA no ano passado.

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Wall Street encerra em baixa por crescentes preocupações com inflação
Dólar sobe aos R$5,0664 puxado pelo cenário político no Brasil e pelo exterior
Ibovespa fecha em queda com ruído político local
Governo revisa regra que exigia publicação das margens de distribuidoras de combustíveis
Wall St cai na abertura com salto de rendimentos por preocupações com a inflação
Dólar supera R$5,05 pressionado por exterior e política local