Mercado diminui rombo primário visto para 2020 a R$786,5 bi

Publicado em 17/12/2020 16:37

Analistas consultados pelo Ministério da Economia voltaram a melhorar sua projeção para o déficit primário do governo central neste ano, distanciando-o, inclusive, do patamar projetado pelo governo, que é mais pessimista.

No mais recente boletim Prisma Fiscal, com estimativas coletadas até o quinto dia útil deste mês, a perspectiva passou a ser de um rombo primário de 786,5 bilhões de reais este ano, conforme mediana das expectativas, ante 844,8 bilhões de reais no mês passado.

O governo, por sua vez, estimou em novembro que o déficit primário do governo central ficaria em 844,6 bilhões de reais em 2020, num desequilíbrio histórico das contas públicas puxado pelos fortes gastos no enfrentamento à pandemia de coronavírus.

A meta para o governo central em 2020 é de déficit de 124,1 bilhões de reais, mas o governo não precisará cumpri-la em função do estado de calamidade pública pelo surto de Covid-19.

Para 2021, os analistas ouvidos pelo Prisma agora veem déficit primário de 227,2 bilhões de reais, ante 224,8 bilhões de reais do boletim de novembro.

Nesta semana, o Congresso aprovou Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) com meta de déficit primário de 247,1 bilhões de reais para o governo central em 2021.

Ainda segundo o Prisma, a expectativa para a dívida bruta em 2020 caiu a 92,5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, frente a uma expectativa anterior de 94,5%. Para 2021, analistas estimaram que a dívida bruta baterá em 92,35% do PIB, também abaixo do percentual de 95,45% calculado antes.

(Por Marcela Ayres)

Fonte: Reuters

NOTÍCIAS RELACIONADAS

Dólar fecha no maior valor do ano e acumula alta de 9,15% na semana pós-eleição
Ibovespa tem pior semana desde a pandemia com ajustes pós-eleição
Taxas dos DIs encerram semana com altas acumuladas de mais de 250 pontos-base após vitória de Lula
Debate sobre ajuste fiscal esbarra em resistências de aliados de Lula na largada
Ações europeias recuam por preocupações com IA ao fim de melhor mês desde junho
Ibovespa recua com exterior reforçando ajuste negativo pós-eleição