Taxas dos DIs caem com guerra entre EUA e Irã no radar
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Por Fabricio de Castro
SÃO PAULO, 11 Jun (Reuters) - As taxas dos DIs operavam em baixa nesta manhã de quinta-feira, acompanhando o recuo dos rendimentos de longo prazo dos Treasuries, com investidores ponderando notícias sobre novos ataques e negociações entre EUA e Irã, enquanto no Brasil dados mostraram crescimento acima do esperado do setor de serviços.
Às 10h23, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,76%, em baixa de 15 pontos-base ante o ajuste de 14,906% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,6%, com queda de 13 pontos-base ante o ajuste de 14,728%.
Na noite de quarta-feira os EUA voltaram a atacar alvos no Irã, horas depois de o presidente norte-americano, Donald Trump, prometer novas ações caso um acordo não fosse alcançado. Em reação, o Irã anunciou o fechamento do Estreito de Ormuz, por onde circulava antes da guerra 20% do petróleo e do gás negociados no mundo.
Na esteira dos ataques, porém, os dois países estavam trocando mensagens sobre os detalhes de um memorando após chegarem a um entendimento político, conforme três fontes iranianas e uma autoridade europeia.
Em uma rede social, Trump afirmou nesta manhã que os EUA atacarão o Irã "com muita força esta noite" e em breve assumirão o controle da infraestrutura e dos mercados de petróleo e gás do país.
Neste cenário, o petróleo Brent oscilava perto da estabilidade nesta manhã, na faixa dos US$93 o barril, enquanto os rendimentos dos Treasuries de 10 e 30 anos exibiam baixas leves.
No Brasil, após os avanços recentes, as taxas dos DIs voltaram a ceder nesta quinta-feira, em especial entre os contratos a partir de janeiro de 2028.
Ainda assim, a curva segue embutindo apostas de que o Banco Central poderá elevar no segundo semestre a Selic, hoje em 14,50%, na esteira da deterioração das expectativas do mercado para a inflação e a política monetária.
Nesta manhã, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços aumentou 1,2% em abril ante março, acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 0,6%, após queda de 1,1% em março. Em relação a abril de 2025, houve alta de 1,9%, contra projeção de 0,9%.
O resultado do setor de serviços é mais um dado que reforça as preocupações sobre o controle da inflação no Brasil. Desde 29 de maio, na esteira do resultado robusto do Produto Interno Bruto (PIB) e de outros indicadores divulgados posteriormente, instituições financeiras vêm alterando para cima suas projeções para a inflação e a Selic.
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